O Ministério Público do Paraguai requisitou, na noite desta sexta-feira (6), a prisão domiciliar do agora ex-presidente Santiago Peña (Partido Colorado, direita). O cumprimento do mandado ocorreu por volta das 20h20, pouco após a destituição.
Agentes do Ministério Público e da Polícia Nacional do Paraguai compareceram à residência particular de Peña em Assunção, capital do país, para o cumprimento da ordem judicial. Conforme os relatos, Peña não apresentou resistência.
Devido à presença de manifestantes nas esquinas, a corporação policial determinou o isolamento da área. Em um dos lados das barreiras policiais, por exemplo, populares portavam cartazes pedindo a expulsão do ex-presidente da vizinhança.
A princípio, Peña, cuja carta de renúncia foi ignorada pelo Congresso, deverá declarar junto à autoridade competente às 11h deste sábado (7), em Assunção.
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Peña está acusado, ao lado do ex-presidente do Banco Central do Paraguai (BCP), Carlos Carvallo, por “lesão de confiança e outros fatos puníveis”, no âmbito do caso ueno bank, maior banco digital do país.
Na última terça-feira (3), o BCP abriu processo de dissolução do ueno bank, por falta de liquidez. Em consequência, quase três milhões de correntistas, em um país com sete milhões de habitantes, ficaram sem acesso ao próprio dinheiro.
A comoção popular resultou na abertura de processo de impeachment contra Santiago Peña, aprovado em pouco mais de 48 horas pelo Congresso do Paraguai.
Novo presidente do Paraguai
Pedro Alliana (Partido Colorado), vice-presidente, assumiu o comando do país para o restante do mandato, até agosto de 2028. No discurso de posse, Alliana afirmou que o governo impulsionará os trâmites para agilizar a restituição do dinheiro retido.
Por outro lado, Peña, em sua última manifestação como presidente do Paraguai, pediu união de esforços para a reconstrução da institucionalidade do país.

