O presidente Santiago Peña (Partido Colorado) cumpriu, na semana passada, agenda oficial em Taiwan. O Paraguai é um dos poucos países do mundo que reconhecem a ilha asiática como estado independente em relação à China continental.
A visita trouxe, como resultado prático, o anúncio de novos investimentos de Taiwan no país sul-americano. O principal diz respeito à criação de uma empresa binacional para a área de inteligência artificial.
“A grande corrida tecnológica tem a ver sobre como responderemos à demanda mundial de inteligência artificial”, avaliou o presidente do Paraguai. “Taiwan produz, atualmente, 90% dos semicondutores no mundo. Já o Paraguai tem energia limpa e renovável.”
“Para nós, a construção de um data center binacional de grandes proporções no país equivale à decisão de construir Itaipu, cinco décadas atrás”, ilustrou Peña. “Uma decisão ambiciosa.”
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Até o fim do atual mandato, em agosto de 2028, o governo do Paraguai espera que a parceria concretize até US$ 300 milhões em investimentos. A longo prazo, porém, o investimento total poderá chegar a US$ 3 bilhões.
Javier Giménez, chefe de gabinete da Presidência do Paraguai, avalia que as condições estão dadas. O desafio inicial, contudo, está relacionado a convencer o mercado da viabilidade de um projeto tão geograficamente distante do continente asiático.
“A energia e os computadores já estão disponíveis, mas falta o comprador final. Vamos tratar de convencer os compradores de longo prazo que a nossa empresa surge como parceira confiável e segura”, indicou Giménez, citado pelo jornal La Nación.
A localização do complexo de data center no Paraguai ainda não está definida. Entretanto, as cidades da região de fronteira, localizadas próximas à usina de Itaipu, estão entre os destinos preferenciais.

