A diretoria paraguaia de Itaipu deu início, nesse sábado (7), a uma série de ações judiciais para recuperar recursos depositado no ueno bank, cuja quebra desencadeou crise política no país vizinho, que levou ao impeachment do presidente Santiago Peña.
De acordo com a binacional, no dia 3 de novembro (data do bloqueio dos fundos), a empresa tinha o equivalente a US$ 182 milhões no ueno bank.
Além disso, o fundo de previdência dos trabalhadores paraguaios da usina mantinha cerca de US$ 16 milhões no banco. A administração de tais recursos está a cargo da Caja de Jubilaciones de Itaipú (Cajubi), gerida de forma autônoma em relação à hidrelétrica.
No caso da previdência, a Cajubi informou que o montante equivale a 2,8% dos fundos pertencentes aos trabalhadores. Conforme a entidade, o desfalque não afeta o pagamento dos benefícios previstos para o mês de novembro.
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Já no caso da diretoria paraguaia de Itaipu, o dinheiro retido no ueno bank representa 7,6% do total recebido pelo Paraguai entre 2024 e 2026. Não há dinheiro da diretoria brasileira bloqueado no sistema bancário do país vizinho.
“Esta situação não afeta o desenvolvimento normal das atividades de Itaipu Binacional”, informa a usina, em seus canais oficiais no Paraguai.
Pertencente aos dois países, Itaipu conta com duas diretorias-gerais, que funcionam com estruturas espelhadas. Acima das diretorias, fica o Conselho de Administração, composto por conselheiros brasileiros e paraguaios, com paridade de poderes.

