Desde o início da semana, médicos de todo o Paraguai estão promovendo, em suas respectivas cidades, mobilizações contra a precariedade da saúde pública no país.
Nessa sexta-feira (28), em Ciudad del Este, representantes da categoria percorreram a Rodovia PY02, no centro da cidade, para reforçar pautas como o reajuste na tabela salarial nos hospitais públicos e melhorias nas condições de trabalho.
Conforme a imprensa, a Polícia Nacional do Paraguai montou uma barreira para impedir que os manifestantes chegassem à Ponte da Amizade.
Houve registro de embate, com as forças de segurança utilizando bombas de efeito moral e efetuando disparos de projéteis de borracha. A circulação pela Rodovia PY02, nas imediações da rotatória da Monalisa (Rotonda Reloj), chegou a ficar bloqueada.
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Em seguida, os médicos queimaram um boneco de Judas, caracterizado com o rosto do presidente do Paraguai, Santiago Peña.
Representantes da categoria afirmam que, se até segunda-feira (31) não receberem sinalização positiva por parte do governo, renunciarão de forma massiva aos postos nos principais hospitais do país.
Um médico do Hospital Regional de Ciudad del Este, por exemplo, recebe em torno de G$ 4,2 milhões (R$ 3,4 mil) mensais por turno. Os trabalhadores pedem que o valor suba para G$ 7 milhões (R$ 5,6 mil), para reduzir a necessidade de empregos paralelos.

