Início de semana movimentado no Paraguai, com o registro de uma greve nacional de médicos e protestos promovidos por taxistas na região de fronteira.
A paralisação dos profissionais da medicina envolve os médicos que atuam nos hospitais públicos do país. Atendimentos de urgência e emergência seguem mantidos, mas consultas e cirurgias eletivas estão suspensas em muitos locais.
Os médicos do Paraguai reivindicam, principalmente, aumento na remuneração e melhorias nas condições de trabalho nos hospitais.
Um médico do Hospital Regional de Ciudad del Este, por exemplo, recebe em torno de G$ 4,2 milhões (R$ 3,4 mil) mensais por turno. A categoria pede que o valor suba para cerca de G$ 7 milhões (R$ 5,6 mil), para reduzir a necessidade de empregos paralelos.
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As manifestações dos profissionais médicos deverão continuar ao longo desta terça-feira (25) em diferentes pontos do Paraguai.
Em declarações à imprensa do país, representantes da categoria destacaram que o protesto tem caráter estritamente trabalhista. Médicos de diferentes afiliações partidárias participam da coordenação nacional do movimento.
Limitação do serviço de táxi no Paraguai
Por outro lado, os taxistas do Paraguai estão protestando, em pontos como o departamento (estado) fronteiriço de Canindeyú, contra um projeto de lei proposto pela Direção Nacional de Transporte (Dinatran).
A Dinatran pretende, de acordo com os profissionais, limitar os serviços de táxi aos municípios e regiões metropolitanas. Assim, um taxista de uma determinada cidade estaria impedido de realizar corridas de média e longa distâncias fora de sua cobertura.

No entorno de Salto del Guairá, os manifestantes montaram, nessa segunda-feira (24), diversas barreiras nas rodovias PY03 e PY07. Os motoristas afirmam que as viagens para outras regiões do Paraguai representam parte importante de sua renda mensal.

