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Operação Falso Match: Polícia do Paraguai dá dicas para fugir de “ciladas”

Esquema dos bandidos consiste em atrair as vítimas até o Paraguai para encontros que terminam em assaltos, sequestros e contas esvaziadas.

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Operação Falso Match: Polícia do Paraguai dá dicas para fugir de “ciladas”
Suspeitos presos pela Polícia Nacional do Paraguai durante a Operação Falso Match. Foto: Gentileza/Polícia Nacional

A Polícia Nacional do Paraguai deflagrou, em Ciudad del Este, nessa quarta-feira (19), a Operação Falso Match. A ação resultou na prisão de três adultos e na apreensão de um menor de idade no bairro San Rafael, vizinho à Ponte da Amizade.

Os policiais realizaram a operação após o grupo atacar um turista francês, que ficou 24 horas em poder dos bandidos e teve suas contas bancárias esvaziadas. Um amigo da vítima registrou a placa da moto utilizada pelo grupo criminoso, facilitando a identificação.

O modus operandi é sempre o mesmo. Os falsários criam perfis em aplicativos de relacionamentos, como Grindr e Tinder, tendo como alvo homens, preferentemente turistas, que não acompanham o noticiário do Paraguai.

Depois de conversas no aplicativo, os golpistas ganham a confiança do visitante e marcam um encontro em Ciudad del Este, perto da Ponte da Amizade. Em alguns casos, o contato diz que enviará uma moto para buscar a vítima na porta do hotel.

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O problema ocorre metros após a passagem pela aduana do Paraguai. A moto pega à direita em direção ao bairro San Rafael e vai até um local onde grupos armados, de até dez indivíduos, aguardam para praticar o crime.

Inicialmente, apenas itens como celulares, cartões e dinheiro eram levados. Atualmente, o golpe inclui manter a vítima em cativeiro e obter senhas de contas e cartões para esvaziá-los.

Ao término, os criminosos liberam o refém em locais próximos ao Rio Paraná, fazendo ameaças para que jamais retorne ao país e não denuncie os casos à Polícia Nacional do Paraguai, cujos agentes, no dizer dos bandidos, teriam cumplicidade no esquema.

Orientações da Polícia Nacional do Paraguai

Em declarações reproduzidas pelo jornal ABC Color, o delegado Nimio Cardozo, do Departamento Antissequestro da Polícia Nacional do Paraguai, deu dicas importantes.

Cardozo orientou evitar o impulso e usar mais de um meio de contato para verificar a identidade do perfil, como videochamadas, por exemplo. “Lastimavelmente, nós, homens, às vezes não pensamos com a cabeça”, disse.

O turista não deve, ademais, aceitar “caronas” ou transporte do hotel até o local de encontro sem que consiga controlar a rota.

É importante, além disso, procurar a Polícia Nacional do Paraguai para efetuar a denúncia. Os bandidos preferem usar o Grindr, pois muitos dos homens, ao terem marcado encontro com outros homens, optam por não registrar a denúncia.

O Paraguai conta com uma unidade de Polícia Turística que atende na cabeceira paraguaia da Ponte da Amizade.

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    Guilherme Wojciechowski

    Guilherme Wojciechowski

    Guilherme Wojciechowski é colaborador do H2FOZ desde 2021. Acompanha o noticiário da fronteira há duas décadas e cobre editorias como Paraguai, Argentina, Turismo, Esporte, Cultura e Segurança Pública.

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