Motoristas de vans, veículos de turismo e táxis do Paraguai mantiveram, nessa segunda-feira (13), reunião com autoridades locais e nacionais em Ciudad del Este.
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Em pauta, queixas contra o rigor da fiscalização na cabeceira brasileira da Ponte da Amizade, após a apreensão de veículos do transporte alternativo.
De acordo com os motoristas, desde a semana passada, pelo menos seis carros com placas do Paraguai já foram apreendidos na aduana brasileira.
Os condutores alegam que os fiscais, atualmente, estão adotando como critério apreender também o veículo, não só as mercadorias transportadas pelos passageiros.
Florencio Soto, presidente da Federação de Taxistas de Ciudad del Este, falou sobre o problema ao jornal ABC Color, do Paraguai.
“Se os fiscais acham mercadorias repetidas com os passageiros, apreendem os nossos veículos. Tampouco respeitam a cota de US$ 500. Isso começou há uma semana, e nós trabalhamos com o temor de levar passageiros e voltar a pé”, afirmou.
“Nós não podemos fiscalizar o que os passageiros levam. Há casos de companheiros cujos passageiros levavam 12 jaquetas, e os fiscais apreenderam o veículo. Queremos que continue como antes, com responsabilização dos donos das mercadorias”, disse.
Os trabalhadores pediram o apoio de autoridades como o senador Rubén Velázquez e o prefeito de Ciudad del Este, Dani Mujica. Velázquez afirmou que solicitará ao Ministério das Relações Exteriores do Paraguai que dialogue com as autoridades brasileiras.
Caso não ocorra uma solução, contudo, os trabalhadores do setor de transportes ameaçam bloquear o trânsito na Ponte da Amizade.

