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Novo memorando

Paraguai e Estados Unidos aprofundam cooperação migratória

Conforme o Ministério das Relações Exteriores do Paraguai, o país poderá auxiliar na recepção e redirecionamento de imigrantes barrados.

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Paraguai e Estados Unidos aprofundam cooperação migratória
Santiago Peña, presidente do Paraguai, e Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos. Foto: Gentileza/Presidência do Paraguai

O Ministério das Relações Exteriores do Paraguai divulgou, nessa sexta-feira (20), que o país está aprofundando sua cooperação com os Estados Unidos em matéria migratória.

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De acordo com a pasta, o memorando firmado durante a visita do presidente Santiago Peña a Washington, nesta semana, reforça o compromisso assumido em agosto do ano passado, para que o Paraguai receba imigrantes barrados nos Estados Unidos.

As operações poderão envolver cidadãos paraguaios e de outras nacionalidades para encaminhamento ao país de origem ou a uma terceira nação. O Paraguai passa, assim, a figurar como destino preferencial para o redirecionamento dos viajantes.

O memorando leva as assinaturas de Rubén Ramírez Lezcano, chanceler paraguaio, e Michael Kozak, representante do Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado dos Estados Unidos.

Paraguai e Donald Trump

A visita de Santiago Peña aos Estados Unidos teve como ponto principal a participação na reunião do Conselho da Paz, criado por Donald Trump. No encontro, conforme as transcrições divulgadas, Peña expressou concordância em relação à política externa de Trump.

Em entrevista ao canal Bloomberg, Peña buscou posicionar o Paraguai como um parceiro confiável para os Estados Unidos na América do Sul. Recordou, além disso, as relações históricas do país com Taiwan, ilha asiática reivindicada pela China.

“Somos o único país da América do Sul que ainda mantém relações diplomáticas com Taiwan. Isso não é um assunto menor quando pensamos na influência da China sobre a região”, enfatizou Peña.

O presidente do Paraguai disse crer, também, que a reativação da Doutrina Monroe, de influência dos Estados Unidos sobre a região, não representa uma “colonização”. “Não somos os mesmos países de duzentos anos atrás”, argumentou.

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    Guilherme Wojciechowski

    Guilherme Wojciechowski é colaborador do H2FOZ desde 2021. Acompanha o noticiário da fronteira há duas décadas e cobre editorias como Paraguai, Argentina, Turismo, Esporte, Cultura e Segurança Pública.

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