Autoridades do Paraguai estão investigando a existência de uma rede organizada no país, que atua no tráfico de mulheres para exploração sexual no Brasil.
Na última sexta-feira (7), uma ação policial em Itapoá (SC) resultou na localização de 14 mulheres procedentes do Paraguai, mantidas sob privação de liberdade.
As mulheres viviam em uma residência conhecida como “Casa das Paraguaias”, onde eram exploradas sexualmente. A denúncia partiu de uma jovem de 22 anos, que conseguiu contato com as forças policiais.
Conforme o relato, as vítimas permaneciam no local sob ameaça e com restrições de movimentos e de contatos com os familiares no Paraguai.
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As mulheres tinham como origem, em sua maioria, o departamento (estado) fronteiriço de Alto Paraná, cuja capital é Ciudad del Este. Elas recebiam supostas ofertas de trabalho no litoral brasileiro, mas se deparavam com a realidade da exploração.
O Ministério Público do Paraguai está apurando, em conjunto com as autoridades brasileiras, a existência de uma rede de recrutadores no país.
No caso específico de Itapoá, uma mulher de nacionalidade paraguaia recebeu voz de prisão, pois atuava como “sócia” no prostíbulo.

