Nome influente do governo do Paraguai, o ministro do Interior, Enrique Riera, esteve na fronteira, nesta semana, para conversar com lideranças e autoridades de Ciudad del Este e Presidente Franco, cidade que abriga a cabeceira da Ponte da Integração.
Em declarações reproduzidas pelo jornal Vanguardia, Riera disse entender a frustração dos moradores locais quanto à nova ponte com o Brasil.
Atualmente, para atravessar a Ponte da Integração com carro de passeio, é preciso ter o Documento de Trânsito Vicinal Fronteiriço (DTVF). A cédula, exclusiva para moradores das cidades de fronteira, custa R$ 63,85 (saiba mais sobre como obtê-la).
Além disso, mesmo de posse do DTVF, o horário para a travessia está restrito das 7h às 13h. Tais restrições, de acordo com a Comissão Mista Brasil–Paraguai, fazem parte do processo de abertura gradual da Ponte da Integração, iniciado em dezembro de 2025.
Leia também:
Vereador compara Ponte da Integração a “elefante branco”
“Não dá para conceber que se pague para usar e que pessoas que vivem perto não possam passar por ali”, afirmou Riera. “A construção custou milhões de dólares e deveria unir, integrar os povos, a qualquer hora, com qualquer companhia, de carro ou a pé.”
Entretanto, Riera afirmou crer que a solução virá do diálogo. “O próprio presidente Santiago Peña deveria abordar diretamente o caso com Lula para permitir que a Ponte da Integração funcione sem contratempos e de maneira efetiva”, declarou.
Abertura da Ponte da Integração
Conforme o histórico, duas questões principais dificultam a abertura completa da via. A primeira diz respeito às obras inacabadas de acesso no Paraguai, com término previsto para março ou abril de 2027. A segunda está relacionada à falta de pessoal para fiscalização migratória e aduaneira.
A Ponte da Integração Brasil–Paraguai liga Foz do Iguaçu a Presidente Franco. Quando estiver totalmente liberada, a nova estrutura receberá todo o tráfego de caminhões, que não poderão mais circular pela Ponte da Amizade.

