A metade paraguaia de Itaipu sediou, nesta semana, a 38.ª Sessão do Conselho Internacional de Coordenação do Programa Homem e Biosfera, da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).
Durante o evento, a UNESCO anunciou o reconhecimento oficial, como Reservas da Biosfera, de duas áreas de preservação ambiental no Paraguai.
As áreas, localizadas na fronteira do Paraguai com o Brasil e a Argentina, são o Monumento Científico Moisés Bertoni, em Presidente Franco, e o Parque Nacional Ñacunday. Juntas, as unidades formam a Reserva da Biosfera do Sul do Alto Paraná.
O novo status facilitará a adoção de medidas de proteção, bem como a obtenção de fundos internacionais para trabalhos voltados à conservação. Somados, os dois parques contam com 172,6 mil hectares, tamanho parecido ao do Parque Nacional do Iguaçu.
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Justo Zacarías Irún, diretor paraguaio de Itaipu, disse que a hidrelétrica irá propor medidas de interligação entre as áreas agora reconhecidas e a Reserva da Biosfera Itaipu, reconhecida pela UNESCO desde 2017.
A reserva de Itaipu está composta pela faixa de proteção ao lago, bem como pelos refúgios mantidos pela usina no Brasil e no Paraguai.
Situado às margens do Rio Paraná, o Monumento Científico Moisés Bertoni abriga uma área de mata e a casa que pertenceu ao importante cientista suíço.
Já o Parque Nacional Ñacunday preserva uma das maiores cachoeiras do Paraguai, ademais de uma floresta altamente conservada. O Ñacunday também fica às margens do Rio Paraná, cerca de 70 quilômetros ao sul da fronteira com Foz do Iguaçu.


