E o que dizer das ameaças de Donald Trump ao Brasil com um novo tarifaço que, à primeira vista, não encontra justificativa razoável?
Em uma economia que se apresenta como defensora do livre mercado, uma intervenção dessa natureza soa contraditória. É impensável. E difícil de explicar sob critérios estritamente econômicos.
Se existem outras motivações por trás dessa postura, elas certamente se tornarão perceptíveis mais cedo ou mais tarde. A história demonstra que medidas dessa magnitude raramente se limitam a questões comerciais.
O Brasil de hoje não é um país qualquer. Trata-se de uma nação com relevância econômica, política e diplomática crescente no cenário internacional.
Essa projeção reforça a convicção de que não precisamos, como país, nos submeter a qualquer forma de pressão ou tentativa de dominação.
É como nação livre e soberana que construímos relações de amizade, cooperação e respeito mútuo com as nações com as quais decidimos nos relacionar.
E é com base nesses princípios que devemos conduzir nossa política externa e defender nossos interesses nacionais.


