O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em sua idolatria pelo poder, evidencia fragilidades ao criticar o papa Leão XIV. A postura reacende tensões que ultrapassam o campo político e alcançam dimensões religiosas e institucionais.
Cabe lembrar que, em seu primeiro mandato, Trump teve Steve Bannon como estrategista e conselheiro especial. Após divergências, Bannon mudou-se para Roma, com o declarado objetivo de influenciar o cenário político-religioso e fazer oposição ao então papa Francisco.
No cenário atual, Trump adota uma postura de confronto em diferentes frentes. Ao mesmo tempo em que combate a república teocrática do Irã, também dirige críticas ao papa, líder religioso que, além de sua função espiritual, possui cidadania norte-americana.
Isso ocorre em um contexto em que os Estados Unidos têm um vice-presidente católico.
A sobreposição de disputas políticas, religiosas e geopolíticas amplia a complexidade do cenário internacional. Esse fato, inclusive, historicamente motivou inúmeras guerras e disputas.
Enquanto amplia seu arco de adversários, Trump vê a guerra com o Irã como difícil de terminar. O conflito, por sua vez, vai impactando a economia global de forma intensa.

