Moradores do Lancaster, na Região Norte de Foz do Iguaçu, denunciam rotina de transtornos com a baixa pressão na rede de abastecimento de água. Segundo relatos de diversos moradores, o problema começou em outubro do ano passado e, inicialmente, ocorria apenas aos finais de semana. No entanto, a partir de dezembro, passou a ser diário.
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A estudante Graciela Pereira, moradora da Avenida Andradina, no trecho entre a Avenida Florianópolis e a Rua Barra Mansa, explica que vive no local desde agosto de 2019 e nunca havia enfrentado esse tipo de dificuldade. “Quando o técnico vem, geralmente à noite, ele mede a pressão no relógio e sempre diz que está normal. Pergunta se o registro está totalmente aberto, entre outras coisas. Temos vizinhos com o mesmo problema e nos mesmos horários. Para quem mora na parte de baixo, a pressão fica mais fraca ou até falta”, relata.
Ela conta que mora em uma sobreloja e que a água não tem força suficiente para subir até as caixas. Com isso, os serviços básicos da casa só podem ser realizados depois das 23h, quando a pressão melhora. “Acredito que isso acontece pela diminuição do consumo na vizinhança. Então, lavar roupas, louça, passar pano na casa ou tomar banho só é possível nesse horário.”
Nesse sábado (7), por exemplo, Graciela tentou tomar banho antes das 9h, mas já não havia água. “Tive que usar um galão que havia enchido de madrugada e tomar banho de caneca”, reclama. Segundo ela, o problema afeta até o uso de eletrodomésticos. “Inúmeras vezes deixei a máquina de lavar roupas funcionando e, de repente, ela para porque não tem água. Temos um abastecimento ineficaz.”
Problema compartilhado e sem solução
O problema não é pontual. Moradores de outras ruas da região revelam enfrentar há anos dificuldades no abastecimento, especialmente nos fins de semana. Leila Beltrame, moradora da Rua Missal, diz que a falta de água é quase diária. “A situação está muito complicada. Estou sempre abrindo chamados pelo aplicativo da empresa, e nada é resolvido. Quando não falta, a pressão da água é muito fraca.”
A dona de casa Edna da Cunha confirma o cenário: “A pressão sempre está fraca. Para lavar roupas, tem que ser bem cedo mesmo. O morador Adão Prates, da Rua Barra Mansa, resume o problema: “De manhã, vem uma pressão metade vento.”
A pastora Adriana Pimenta, moradora da Rua Dois Vizinhos, afirma que a situação se arrasta há mais de dois anos. “Estamos com problemas de falta de pressão na água e interrupções no abastecimento. Nos finais de semana, muitas vezes, ficamos completamente sem água. Já fiz vários chamados reclamando, mas nada é resolvido. Vários vizinhos fazem o mesmo, e nada muda”, lamenta.
No aguardo por soluções
Graciela, assim como outros moradores, já tentou diversas formas de solucionar o problema. Ela menciona ter feito mais de 50 ligações para a Sanepar e duas queixas ao Procon. Sobre o atendimento da companhia, relata que as justificativas geralmente citam “manobras” na rede ou alegam não haver registro de serviço, prometendo o envio de técnicos.
No entanto, as visitas não têm resolvido o problema. “Quando o técnico vem, geralmente à noite, medem a pressão no relógio e sempre dizem que está normal”, salienta Graciela. Como as visitas ocorrem quando a rede já se estabilizou, o diagnóstico não reflete a realidade do dia a dia. Nessas ocasiões, restam apenas perguntas protocolares, como se o registro está totalmente aberto.
“Estamos pagando religiosamente por um serviço que não podemos usar. Onde está a lógica disso? Já teve noites em que fui dormir depois das duas da manhã, porque precisava lavar a louça que ficou o dia todo na pia, colocar roupa para lavar ou simplesmente tomar banho — o básico. É desesperador”, finaliza.
Resposta da Sanepar
O H2FOZ cobrou da Sanepar uma posição sobre a solução para o problema. Em nota, a companhia informou que identificou, por meio de medições com equipamentos, uma redução na pressão da água distribuída. “Em razão disso, está programado para amanhã obras de ampliação da rede de distribuição na Avenida Andradina que vão melhorar o fluxo de água em toda a região. Hoje (segunda-feira) está sendo realizada uma outra intervenção no Jardim Marcelly que também vai contribuir para melhorar o abastecimento nas regiões do Lancaster e Andradina”, complementou.


Monopólio no fornecimento de água e esgoto! Cobra o que quer da população e entrega serviço de baixíssima qualidade! Deixa as pessoas “insanas”! O nome da empresa deveria ser INSANOPAR