Domingo, 20 de dezembro de 1981. Em uma demonstração indubitável de desejo por autonomia política e administrativa, a população de Santa Terezinha votou em plebiscito e deu maioria esmagadora à causa da emancipação.
Pela vontade dos moradores, ficou definido o futuro do antigo distrito de Criciúma. O jornal Nosso Tempo cobriu o acontecimento social e político. O conteúdo está disponível para acesso no Museu da Imprensa de Foz do Iguaçu.
A comunidade compareceu às 29 urnas distribuídas pela localidade e expressou o seu desejo de modo enfático: 95% dos votos favoráveis ao desmembramento do ainda distrito iguaçuense, com 3.232 manifestações pela criação do novo município contra apenas 30 votos contrários.
Além do anseio pela soberania da gestão própria, havia uma pauta de melhorias não atendidas pelos interventores de Foz do Iguaçu. Na época, o movimento era impulsionado por um sentimento de abandono em relação ao distrito, reportou o Nosso Tempo.a
“A opção dos moradores do Distrito de Foz a favor da emancipação deve-se ao estado de abandono em que se encontra Santa Terezinha”, enfatizou o jornal, em reportagem da época. “Enquanto votavam, os moradores lamentavam a falta de água, esgoto, as ruas esburacadas e a ausência de áreas de lazer para a população.”
O subprefeito Olívio Buzzanelo, continuou o noticioso, argumentava que não podia atender às demandas porque a arrecadação do antigo distrito era menor do que as despesas.
Os sujeitos históricos
Os moradores foram os próprios sujeitos da história, em um movimento que teve à frente a Comissão Pró-Emancipação, com a participação de lideranças e pioneiros. O plebiscito de dezembro de 1981 foi um dos momentos mais marcantes e decisivos.
Santa Terezinha de Itaipu seria elevada oficialmente à condição de município do Paraná em 3 de maio de 1982. A norma que consolidou a autonomia, e que nada mais fez do que reconhecer a força da vontade popular, foi a Lei Estadual n.º 7.572.
Antes de caminhar para as urnas e empossar a primeira gestão municipal na prefeitura, a nova cidade conviveu com a incerteza da Lei de Segurança Nacional, que impunha às cidades de fronteira administradores nomeados pelo regime militar, ainda em vigor à época.
Santa Terezinha
Apesar de ser reconhecida como município há 44 anos, a história itaipuense é bem anterior. No começo da década de 1950, foi instalada na localidade a primeira casa, de madeira e teto de sapé, para acomodar pioneiros e funcionários da colonizadora. Depois vieram hotel, serraria e olaria. A BR-277, mais adiante, demarcaria o desenvolvimento de Santa Terezinha e da região.
Leia o conteúdo origianal e na íntegra.
Museu da Imprensa
Acervo digital de jornais, revistas e publicações impressas de Foz do Iguaçu, com acesso público e gratuito. Reúne documentos que testemunham a trajetória do município e de sua gente, em imbricação com as Três Fronteiras — Argentina, Brasil e Paraguai.
A coleção inicial reúne quase 20 mil páginas, cobrindo um período histórico de seis décadas, a partir de 1953. O conteúdo é resultado do esforço coletivo de resgate, preservação e valorização desse patrimônio. O projeto é uma iniciativa da Associação Guatá, com apoio da Itaipu Binacional.
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