A abstenção eleitoral representa a parcela dos eleitores que não comparece às urnas para escolher seus representantes. Nas eleições gerais de 2022, 20,93% dos brasileiros aptos a votar, cerca de 32,7 milhões de pessoas, deixaram de exercer esse direito. Em 2024, nas eleições municipais, o índice chegou a 21,68%, equivalente a aproximadamente 33,7 milhões de eleitores.
No Paraná, a abstenção passou de 19,48% em 2022, quando cerca de 1,65 milhão de pessoas não compareceram, para 22,96% em 2024, o equivalente a aproximadamente dois milhões.
Com a proximidade das eleições gerais de 2026, o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) promove uma campanha para conscientizar os eleitores sobre a importância do voto e divulgar medidas que facilitem o comparecimento às urnas.
O primeiro turno ocorrerá em 4 de outubro, das 8h às 17h. Caso haja segundo turno, a votação será realizada em 25 de outubro, no mesmo horário.
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Por que o eleitor deixa de votar?
O descontentamento com a situação política é apontado como uma das razões para a ausência às urnas. No entanto, a abstenção não interrompe o processo eleitoral: após a totalização, são eleitos os candidatos que obtêm a maioria dos votos válidos.
Ao não comparecer, o eleitor abre mão de participar diretamente da escolha de representantes para os poderes Executivo e Legislativo. Dessa forma, outros cidadãos acabam definindo, por meio do voto, os candidatos que ocuparão os cargos eletivos.
O eleitor ausente perde a oportunidade de escolher um candidato que represente seus interesses, pautas e necessidades, diz a Justiça Eleitoral. E a decisão é tomada pelos demais eleitores que comparecem ao escrutínio.
Acessibilidade para votar
Entre os fatores que podem dificultar o comparecimento está o deslocamento até o local de votação ou a falta de recursos de acessibilidade. Para reduzir essas barreiras, a Justiça Eleitoral oferece medidas específicas.
Pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida que não possuem meios próprios de transporte podem solicitar atendimento pelo programa Seu Voto Importa. No Paraná, o pedido deve ser realizado até 14 de setembro, por formulário on-line, conforme as orientações do TRE-PR.
A Justiça Eleitoral também realiza o mapeamento das seções eleitorais por meio do projeto “Inclusão: mãos à obra”, com o objetivo de identificar e aprimorar as condições de acessibilidade.
Os locais contam ainda com coordenadores responsáveis por orientar e atender eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida. Esse público tem preferência na fila de votação, benefício que também se estende ao acompanhante ou atendente pessoal. Eleitores com mais de 80 anos possuem prioridade sobre os demais grupos.
Também é permitido que a pessoa com deficiência ou mobilidade reduzida seja acompanhada por alguém de sua escolha na cabine de votação. Quando o auxílio for considerado indispensável pela mesa receptora, o acompanhante poderá inclusive digitar os números na urna.
As urnas eletrônicas oferecem recursos de acessibilidade, como sistema de áudio com fones descartáveis, teclado em Braille, identificação tátil da tecla 5, voz sintetizada e intérprete de Libras. Tecnologias assistivas também podem ser utilizadas quando necessárias para garantir o exercício do voto.
Eleições 2026
Nas eleições deste ano, os eleitores escolherão seis representantes, na seguinte ordem na urna eletrônica:
- deputado federal;
- deputado estadual;
- senador — primeira vaga;
- senador — segunda vaga;
- governador; e
- presidente da República.
A Justiça Eleitoral recomenda que o eleitor leve uma colinha com os números dos candidatos para evitar esquecimentos no momento da votação.

