Rádio Clube
H2FOZ
Início » Política » Silva e Luna veta projeto que exige exposição do tempo de espera na saúde

Política

No aguardo

Silva e Luna veta projeto que exige exposição do tempo de espera na saúde

Proposta determina a informação junto à fixação visível da lista de profissionais em atuação nas unidades, como médicos e enfermeiros; prefeito alega questões jurídicas e operacionais do SUS para barrar.

2 min de leitura
Silva e Luna veta projeto que exige exposição do tempo de espera na saúde
Sede da prefeitura, que abriga o gabinete do gestor municipal - foto: Marcos Labanca/H2FOZ arquivo

O prefeito Joaquim Silva e Luna (PL) vetou integralmente o Projeto de Lei n.º 275/2025, que previa a obrigatoriedade de divulgação do tempo médio de espera nos atendimentos das unidades de saúde em Foz do Iguaçu. A proposta foi aprovada pela Câmara de Vereadores, que deverá examinar se mantém ou não a derrubada da matéria pelo gestor.

O projeto altera a legislação para incluir a exigência de informar o tempo médio de atendimento ao público junto à obrigatoriedade de fixação, em local visível, da lista de profissionais em atuação nas unidades, como médicos, enfermeiros e gestores.

Publicidade

Conforme o prefeito, a decisão foi tomada com base na Lei Orgânica Municipal e após manifestações da Procuradoria-Geral do Município e da Secretaria Municipal da Saúde, ambas contrárias à proposta. Segundo o Executivo, a medida esbarra em questões jurídicas por tratar de normas relacionadas à organização e gestão do Sistema Único de Saúde (SUS).

A administração argumenta que a regulamentação em saúde é compartilhada entre União, estados e municípios. Nesse contexto, a criação de critérios específicos por lei municipal poderia conflitar com diretrizes nacionais.

No parecer técnico, a Secretaria de Saúde apontou ainda a inviabilidade prática da proposta. De acordo com o órgão, não é possível estabelecer um tempo médio uniforme de espera, devido à variabilidade dos atendimentos, que dependem da gravidade dos casos, da complexidade clínica e da demanda espontânea nas unidades.

Tempo de espera na saúde

O princípio da equidade, que orienta o SUS, também foi citado como fator determinante, já que prioriza o atendimento conforme a urgência de cada paciente, o que provoca alterações constantes na dinâmica de atendimento.

“Com efeito, a prestação assistencial no âmbito do Sistema Único de Saúde não se submete a parâmetros rígidos de previsibilidade, sendo condicionada a variáveis clínicas, à complexidade dos atendimentos e à ocorrência de demandas espontâneas e situações de urgência”, expõe Silva e Luna no veto publicado no Diário Oficial do Município.

Newsletter

Cadastre-se na nossa newsletter e fique por dentro do que realmente importa.


    Você lê o H2 diariamente?
    Assine no portal e ajude a fortalecer o jornalismo.

    Paulo Bogler

    Paulo Bogler é repórter do H2FOZ. Com enfoque em pautas comunitárias, atua na cobertura de temas relacionados à cidade, política, cidadania, desenvolvimento e cultura local. Tem interesse em promover histórias, vozes e o cotidiano da população. E-mail: bogler@h2foz.com.br.

    Deixe um comentário