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Quem foi que disse?

A relação da insônia com os nossos hábitos 

Neste episódio do Quem Foi Que Disse? conversamos sobre insônia, pensamentos acelerados, rotina e os impactos de uma noite mal dormida.

3 min de leitura
A relação da insônia com os nossos hábitos 
Foto: Divulgação

No Quem foi que disse? desta semana, rolou aquele diálogo bem-humorado que já é uma das marcas do quadro. De um lado, alguém cheio de energia, desejando um bom-dia. Do outro, alguém completamente sem humor depois de uma noite maldormida.

Por trás da situação engraçada, existe uma questão que merece ser levada a sério: a insônia e a forma como ela pode impactar diretamente a nossa vida.

Quando a gente não dorme bem, o dia seguinte pode começar muito diferente. O cansaço aparece, a irritação aumenta, a concentração diminui e até situações simples podem parecer muito mais difíceis. E, diante disso, é comum tentar encontrar uma explicação para o que estamos sentindo.

Foi justamente isso que aconteceu na nossa história. A pessoa percebeu que não estava bem, procurou um psicólogo, falou sobre ansiedade, sobre as preocupações da vida, sobre aquilo que estava sentindo. Só que havia uma informação importante que estava ali, praticamente debaixo do nariz: ela não estava dormindo.

E mais do que isso. Ela tinha uma rotina que contribuía para manter a mente ativa justamente no momento em que o corpo precisava começar a desacelerar.

Netflix até tarde, celular na mão, redes sociais, vídeos, mensagens e aquele famoso pensamento: “Só mais um episódio.”

E quem nunca?

A tecnologia trouxe inúmeras facilidades para a nossa vida, mas também criou um desafio: aprender a estabelecer limites para estar conectado o tempo todo.

A noite chega, o corpo pede descanso, porém a gente continua consumindo conteúdo. Um episódio termina, outro começa automaticamente. O celular está ao lado da cama. Uma notificação aparece. A gente olha. Depois vem outra coisa. E, quando percebe, já passou muito mais tempo do que imaginava.

No dia seguinte, estamos cansados e não entendemos por quê.

É claro que a insônia pode ter diferentes causas e que dificuldades persistentes para dormir merecem atenção e acompanhamento profissional. Mas também é importante olhar para os nossos próprios hábitos.

Às vezes, a gente procura uma explicação complexa para um problema sem observar aquilo que está fazendo todos os dias.

E esta talvez seja a grande provocação do Quem foi que disse? desta semana: será que estamos olhando para aquilo que está debaixo do nosso nariz?

Autoconhecimento também passa por observar a própria rotina. Não apenas aquilo que sentimos, e sim aquilo que fazemos repetidamente.

Como estamos terminando os nossos dias? Estamos criando espaço para desacelerar? Ou estamos levando para a cama todas as informações, estímulos e preocupações que acumulamos ao longo do dia?

Dormir não é tempo perdido. É parte do cuidado com a nossa saúde, com a nossa mente e com a forma como vamos viver o dia seguinte.

Assista ao novo episódio:

Quem foi que disse? é uma realização do H2FOZ em parceria com o Instituto Polo Iguassu.

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    Isabela Collares

    Isabela Collares

    Isabela Collares é jornalista em Foz do Iguaçu e apresentadora do quadro "Quem foi que te disse?".

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