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Quem foi que disse

Ama mandar áudio, mas não gosta de escutar?

O que há por trás da disposição para falar e da impaciência para ouvir?

3 min de leitura
Ama mandar áudio, mas não gosta de escutar?
Vamos refletir sobre uma contradição cada vez mais comum nas relações: a necessidade de se expressar e a dificuldade de escutar.

Nesta semana, o Quem foi que disse? traz à tona uma situação cada vez mais presente no cotidiano: os áudios de WhatsApp e as contradições que eles podem revelar sobre a nossa forma de nos comunicar.

O quadro começa com um diálogo bem-humorado e carregado de ironia. A personagem da vez é alguém que acredita que suas opiniões são sempre relevantes, que suas reflexões merecem ser compartilhadas e que suas contribuições podem ajudar a melhorar qualquer conversa. Ela grava áudios longos, desenvolve raciocínios elaborados e faz questão de expor seus pontos de vista. Mas, quando outra pessoa decide exercer o mesmo direito e envia um áudio em resposta, a reação muda completamente: passa a ser enrolação, falta de objetividade ou até falta de noção.

A partir dessa situação corriqueira, o programa propõe uma reflexão sobre algo que vai muito além dos aplicativos de mensagem. Afinal, o que existe por trás da facilidade para falar e da dificuldade para escutar? Por que, muitas vezes, valorizamos tanto a nossa própria fala e demonstramos tão pouca disposição para acolher a fala do outro?

A proposta do quadro não é emitir julgamentos nem estabelecer qualquer caráter condenatório sobre esse comportamento. Até porque, em maior ou menor grau, todos nós já ocupamos os dois lugares. Em alguns momentos, fomos a pessoa que enviou um áudio mais longo para compartilhar uma ideia, uma preocupação ou uma experiência. Em outros, fomos aqueles que aumentaram a velocidade da reprodução, interromperam a escuta ou pensaram: “Será que precisava de tudo isso?”

Mais do que discutir a duração dos áudios, o Quem foi que disse? convida o público a refletir sobre a qualidade da comunicação que estamos construindo. A escuta é uma parte essencial do diálogo e exige algo que nem sempre é simples: abrir espaço para que o outro também se expresse, tenha suas ideias consideradas e participe da conversa de forma genuína.

Em tempos de mensagens instantâneas, opiniões rápidas e disputas constantes por atenção, talvez valha a pena perguntar: estamos realmente dialogando ou apenas aguardando a nossa vez de falar?

Assista ao episódio completo no vídeo abaixo:

O Quem foi que disse? é uma realização do H2FOZ com apoio do Instituto Polo Iguassu.

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    Isabela Collares

    Isabela Collares

    Isabela Collares é jornalista em Foz do Iguaçu e apresentadora do quadro "Quem foi que te disse?".

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