Depois de um resultado que surpreendeu muita gente na Copa do Mundo, é natural sentir frustração, tristeza e até aquela sensação de que algo poderia ter sido diferente. Afinal, o esporte mexe com emoções, expectativas e sonhos.
Mas existe um movimento que vai além da decepção momentânea: o “e se?”. E se aquele pênalti tivesse sido convertido? E se aquela decisão tivesse sido outra? E se o resultado tivesse mudado?
Esse tipo de pensamento faz parte da experiência humana. A nossa mente naturalmente revisita acontecimentos e cria possibilidades alternativas para aquilo que já passou. O problema aparece quando esse exercício deixa de ser uma reflexão pontual e passa a ocupar um espaço grande demais na nossa vida.
E se eu tivesse feito aquela viagem? E se eu tivesse aceitado aquele convite? E se eu tivesse me posicionado daquela forma? E se eu tivesse escolhido outro caminho? A lista pode ser infinita.
Na psicologia, esse movimento de ficar preso a acontecimentos passados e imaginar constantemente realidades alternativas pode estar relacionado à dificuldade de conectar-se com o presente. Quando a pessoa passa muito tempo tentando reconstruir mentalmente aquilo que não aconteceu, ela pode acabar desperdiçando energia que poderia ser utilizada para construir novas possibilidades no agora.
O passado pode ensinar, orientar e trazer aprendizados, mas ele não pode ser alterado. O único momento em que ainda podemos fazer escolhas, mudar rotas e criar caminhos é o presente.
No novo episódio do Quem foi que disse?, o tema será abordado de uma forma leve e bem-humorada, trazendo a Copa do Mundo como ponto de partida para uma reflexão sobre como funcionamos, como lidamos com nossas escolhas e como a nossa mente pode prender-nos em histórias que nunca existiram.
Afinal, quem nunca pensou em um “e se…”?
Assista ao novo episódio:
O Quem foi que disse? é uma realização do H2FOZ com apoio do Instituto Polo Iguassu.

