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Viver em estado de alerta: será que você está encontrando uma “onça” todos os dias?

O novo episódio do Quem Foi Que Disse? explica por que viver "fugindo de onças invisíveis" pode estar esgotando sua saúde mental.

3 min de leitura
Viver em estado de alerta: será que você está encontrando uma “onça” todos os dias?
Você vive em modo alerta sem perceber? Às vezes a onça não existe. Mas o cérebro continua agindo como se o perigo estivesse logo ali.

Como você reagiria se encontrasse uma onça no quintal de casa?

Muito provavelmente seu coração aceleraria, sua respiração mudaria e seu corpo inteiro entraria em modo de sobrevivência.

Por mais inusitada que essa situação pareça, foi exatamente isso que aconteceu recentemente na região do Três Lagoas, em Foz do Iguaçu. A notícia mobilizou moradores, ganhou repercussão nas redes sociais e despertou a curiosidade de muita gente.

Foi justamente esse episódio que inspirou o tema do Quem foi que disse? desta semana.

A ideia é fazer uma reflexão sobre algo que acontece com muito mais frequência do que imaginamos: viver em estado permanente de alerta.

No episódio, de forma leve e bem-humorada, acompanhamos uma personagem que parece enfrentar uma “onça” o tempo todo. Antes mesmo de qualquer perigo real, ela já está resolvendo problemas do trabalho enquanto dirige, cobrando um relatório com urgência, preocupada com prazos, fazendo contas para pagar as despesas do mês e reagindo aos acontecimentos do dia como se tudo exigisse uma resposta imediata.

Até que, finalmente, aparece a onça.

E é aí que surge a principal reflexão do episódio: para aquela personagem, a reação do corpo diante da onça é muito parecida com a que ela já vinha experimentando ao longo do dia.

Na psicologia, sabemos que uma ameaça real — como encontrar uma onça — ativa naturalmente os mecanismos de sobrevivência do organismo. O problema surge quando o estresse se torna crônico. Nesse caso, o cérebro passa a interpretar diversas situações cotidianas como ameaças, mantendo o corpo em constante estado de vigilância.

É como se a pessoa estivesse sempre esperando pelo próximo perigo.

Esse funcionamento pode gerar ansiedade, irritabilidade, dificuldade para dormir, fadiga, queda na concentração e diversos sintomas físicos relacionados ao excesso de estresse.

A boa notícia é que esse ciclo pode ser interrompido.

Criar momentos de descanso, estabelecer limites entre trabalho e vida pessoal, praticar atividade física, cuidar da qualidade do sono, reservar momentos de lazer e buscar apoio psicológico quando necessário, essas são atitudes que ajudam o cérebro a compreender que nem tudo representa uma ameaça.

Em outras palavras: nem toda preocupação precisa ser tratada como uma onça no quintal.

Quer entender melhor como esse estado de alerta afeta sua saúde mental e aprender a reconhecer quando seu organismo está vivendo em modo sobrevivência?

Assista ao episódio completo do Quem foi que disse? e descubra por que desacelerar também é uma forma de cuidar da mente.

O Quem foi que disse? é uma realização do H2FOZ com o apoio do Instituto Polo Iguassu.

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    Isabela Collares

    Isabela Collares

    Isabela Collares é jornalista em Foz do Iguaçu e apresentadora do quadro "Quem foi que te disse?".

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