O Sistema Único de Saúde (SUS) inicia projeto-piloto com chamada caneta emagrecedora na rede pública. A semaglutida começa a ser usada no tratamento de obesidade grave, para avaliação de sua eficácia.
O estudo, no Rio Grande do Sul, acompanhará 250 pacientes com obesidade grave. Serão analisados, além da efetividade, impacto clínico e custo do medicamento.
A semaglutida é o princípio ativo de um dos medicamentos da classe dos agonistas do receptor GLP-1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras. O estudo será voltado a pacientes com obesidade grave ou associada a outras doenças, como problemas cardíacos, e que tenham indicação para cirurgia bariátrica.
O Ministério da Saúde informou que 91% dos pacientes atendidos pelo Grupo Hospitalar Conceição, unidade que recebe o projeto-piloto, apresentam obesidade mórbida. Desses, apenas 47% reúnem condições clínicas para realizar a cirurgia bariátrica. A hipertensão arterial é a comorbidade mais frequente.
Os pesquisadores acompanharão, por dois anos, indicadores como:
- perda de peso;
- evolução da qualidade de vida;
- resultados de exames clínicos;
- condições pós-operatórias;
- custos do tratamento.
O objetivo é verificar se a terapia pode ser incorporada de forma eficiente à realidade do SUS. A pesquisa será financiada por meio de recursos repassados ao hospital pela Fundação de Apoio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), provenientes de aporte da fabricante do medicamento.
Participarão dos testes pacientes selecionados e com diagnóstico de obesidade há pelo menos 12 meses. Também são pessoas em que foi comprovada a falha no tratamento convencional, incluindo dieta estruturada e prática regular de atividade física por, no mínimo, dois meses.
Caneta emagrecedora
Apesar do projeto-piloto, a semaglutida ainda não faz parte da lista de medicamentos oferecidos pelo SUS para tratamento da obesidade. No ano passado, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) recomendou ao Ministério da Saúde não incorporar a liraglutida e a semaglutida no SUS.
(Com informações da Agência Brasil)

