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Uso inadequado de canetas para emagrecer pode trazer riscos à saúde, alerta cardiologista

Sem hábitos saudáveis, paciente pode recuperar peso rapidamente após tratamento

4 min de leitura
Uso inadequado de canetas para emagrecer pode trazer riscos à saúde, alerta cardiologista
Apreensões de canetas emagrecedoras é comum na fronteira entre Brasil e Paraguai. Foto: Divulgação/Receita Federal do Brasil

O uso das canetas emagrecedoras sem acompanhamento profissional se tornou uma preocupação para os médicos. É importante fazer um monitoramento especializado dos possíveis efeitos colaterais, que podem incluir perda excessiva de apetite, deficiência proteica pela baixa ingestão de nutrientes, alterações na pressão arterial e complicações gastrointestinais.

O alerta é do cardiologista Eduardo Martins, de Foz do Iguaçu. Ele diz que a rotina com o uso das canetas precisa incluir prática de exercícios físicos e reeducação alimentar, com redução do consumo de açúcar e de bebidas alcoólicas, além da menor ingestão de carne vermelha, por exemplo.

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O tratamento pode durar, em média, entre seis e 18 meses, de acordo com a avaliação médica, explica Martins. “Se não houver mudança no cotidiano, quando deixar de usar a caneta, o paciente voltará a ganhar peso num ritmo que pode, inclusive, ser ainda mais rápido do que o emagrecimento.”

O médico relata que, ao utilizarem as canetas, os pacientes sentem menos fome, satisfazem-se com menor quantidade de comida e mantêm a sensação de saciedade por mais tempo — efeitos semelhantes aos da cirurgia bariátrica.

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Ele ainda ressalta que a grande questão relacionada ao uso de canetas emagrecedoras é o descontrole na perda de peso ou a perda de peso sem saúde. “Perder massa proteica e massa muscular de forma indiscriminada não faz bem”, argumenta.

cardiologista eduardo martins
O uso das canetas precisa incluir prática de exercícios físicos e reeducação alimentar. Foto: Assessoria

Impactos da obesidade

Segundo o cardiologista, a perda de peso é importante para resguardar a saúde do coração, especialmente pelo impacto direto em fatores de risco como hipertensão, diabetes e colesterol elevado.

Ele menciona que, atualmente, a obesidade é considerada uma doença, e as canetas emagrecedoras são uma ferramenta moderna e segura no processo de emagrecimento. No entanto, não fazem milagre e são aliadas para melhorar a disposição e abrir caminho para a mudança de hábitos.

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Um dos grandes complicadores da obesidade é o acúmulo de gordura visceral entre os órgãos do abdômen. Esse tipo de gordura libera substâncias inflamatórias que aceleram a formação de placas nas carótidas e coronárias, artérias importantes do sistema circulatório.

De acordo com o médico, a própria cardiologia mudou bastante. A obesidade passou a ser vista como promotora direta de insuficiência cardíaca, fibrilação atrial, doença coronariana, inflamação vascular, apneia obstrutiva do sono e remodelamento cardíaco.

Outro fator preocupante da obesidade é ser gatilho para ativar doenças como diabetes e hipertensão em pessoas com predisposição genética. “Mas boa parte dos pacientes desenvolve essas doenças por causa do sobrepeso, então, quando sai a gordura, saem também hipertensão e diabetes”, informa Martins.

Exemplos de superação

Comerciante, Luiz Antônio Matheus, de 66 anos, emagreceu 44 quilos. Ele chegou ao consultório com 140 quilos e engordou mais dois antes de ouvir do médico que, se não fosse comprometer-se com o tratamento, seria melhor parar por ali.

Matheus lembra que não conseguia amarrar os próprios calçados nem cruzar as pernas ou pilotar moto. Estava com arritmia cardíaca, pressão alta, diabetes e colesterol elevado. “Eu fiquei com vergonha”, conta o paciente.

Ao longo de dois anos, com acompanhamento nutricional, ele trocou a cerveja por vinho, doces por frutas e adotou academia e pilates como compromissos de rotina. O primeiro efeito, revela, foi na autoestima. “Há anos, eu não podia comprar uma camisa polo, por exemplo. Depois de usar roupas no tamanho XXXG, agora já consigo usar até G. Rejuvenesci 20 anos e quero eliminar a obesidade da minha vida”, comemora.

A dona de casa Tatiane Vetorello emagreceu 16 quilos em menos de um ano. Ela tinha colesterol alto, obesidade, pressão alta e apneia. O médico recomendou que ela usasse as canetas emagrecedoras em paralelo à prática de exercícios físicos e acompanhamento nutricional.

“Durmo melhor, estou mais animada, senti mudanças na autoestima e reduzi a quantidade de remédios. Faço isso por mim, pela minha saúde”, comenta.

(Com informações da assessoria de imprensa)

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    Denise Paro

    Denise Paro é jornalista pela UEL e doutoranda em Ciências Políticas e Relações Internacionais. Atua há mais de duas décadas nas Três Fronteiras e tem experiência em reportagens especias. E-mail: deniseparo@h2foz.com.br

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