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Operação Pyhare

PF mira caçadores que agiam à noite no Parque Nacional do Iguaçu

Operação Pyhare cumpre mandados em Foz; investigação aponta incursões armadas e recorrentes para caça ilegal dentro da unidade de conservação que abriga as Cataratas.

2 min de leitura
PF mira caçadores que agiam à noite no Parque Nacional do Iguaçu
O nome da operação, Pyhare, significa “escuridão” em guarani e faz referência ao modo de atuação investigado - foto: PF/divulgação

A Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Pyhare, de repressão à caça ilegal no interior do Parque Nacional do Iguaçu. A ação em Foz do Iguaçu ocorreu nesta terça-feira, 1.º.

A incursão contou com o apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e cumpriu dois mandados de busca e apreensão.

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A investigação teve início após a prisão em flagrante de dois homens, em 6 de junho de 2026, na região da Linha Santo Alberto, dentro do Parque Nacional. Na ocasião, os suspeitos foram abordados durante uma ação integrada da Polícia Militar Ambiental e do ICMBio.

Com a dupla, foram apreendidos dois rifles calibre .22, 62 munições intactas e diversos equipamentos utilizados na caça noturna de animais silvestres, entre eles lanternas de alta potência, redes de descanso camufladas e mira óptica.

No decorrer das investigações, a PF reuniu elementos que indicam que os suspeitos realizavam investidas armadas de forma reiterada no Parque Nacional, pelo menos uma vez por mês, desde o início de 2026.

Na manhã desta terça-feira, equipes da Polícia Federal e do ICMBio cumpriram os dois mandados de busca e apreensão. Foram apreendidos documentos, celulares, apetrechos e roupas utilizadas para caça, materiais destinados à montagem de jirau na mata, além de carne congelada, que será submetida a uma perícia genética.

Caçadores no Parque Nacional

O nome da operação, Pyhare, significa “noite” ou “escuridão” em guarani e faz referência ao modo de atuação investigado. Segundo as provas reunidas, as incursões na mata ocorriam durante a noite, com o uso de lanternas de alta potência, mira óptica (red dot) e redes de descanso camufladas para pernoite.

A operação busca reunir novas provas sobre a atuação dos investigados e aprofundar a apuração da prática de caça ilegal dentro do Parque Nacional do Iguaçu.

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    Paulo Bogler

    Paulo Bogler

    Paulo Bogler é repórter do H2FOZ. Com enfoque em pautas comunitárias, atua na cobertura de temas relacionados à cidade, política, cidadania, desenvolvimento e cultura local. Tem interesse em promover histórias, vozes e o cotidiano da população. E-mail: bogler@h2foz.com.br.

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