A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira, 15, a Operação Nerovino, contra o descaminho de vinhos argentinos sem o recolhimento de impostos. Os acusados são investigados por armazenar e distribuir as bebidas sem o recolhimento dos tributos federais.
A operação mobiliza mais de cem policiais federais para cumprir 25 mandados de busca e apreensão em 16 municípios do Paraná, Rio de Janeiro, Goiás, Espírito Santo e Piauí, além do Distrito Federal. No Paraná, as diligências ocorrem em Foz do Iguaçu, Curitiba, São José dos Pinhais, Pinhais, Fazenda Rio Grande, Ampére e Umuarama.
A Justiça Federal também determinou o sequestro de imóveis e veículos vinculados aos investigados para evitar a dissipação de bens supostamente adquiridos com recursos das atividades criminosas.
As investigações começaram em março de 2025, após a apreensão de aproximadamente 4.200 garrafas de vinhos estrangeiros em um depósito na região metropolitana de Curitiba. A carga foi avaliada em mais de R$ 900 mil.
A partir da análise do material apreendido, a PF identificou indícios de uma estrutura organizada, com divisão de tarefas e atuação em diferentes regiões do país. Segundo as apurações, os vinhos eram introduzidos irregularmente no Brasil, transportados para centros de armazenamento na região de Curitiba e distribuídos a revendedores de vários estados.
Descaminho de vinho da Argentina
Para dar aparência de legalidade às operações, os investigados supostamente utilizavam empresas de fachada, documentos fiscais com informações ideologicamente falsas e contas bancárias de terceiros.
A PF também identificou indícios de que familiares e outras pessoas eram usados para movimentar valores e registrar bens, com o objetivo de ocultar os verdadeiros proprietários e dificultar a fiscalização.
A operação contou com o apoio da Receita Federal do Brasil em um dos endereços investigados. No local, havia suspeita de armazenamento de mercadorias estrangeiras introduzidas irregularmente no país.
Os investigados poderão responder, conforme a participação individual, por descaminho, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e organização criminosa, entre outros possíveis delitos.

