Começou, nesta segunda-feira (24), a Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas. A ação abre 342 postos do país até 28 de agosto e pode trazer respostas às famílias que procuram por um parente. Em Foz do Iguaçu, o posto fica na Polícia Científica do Paraná, localizado na Rua Rosa Cirilo de Castro, n.º 1050. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (45) 3522-7279.
A coleta é gratuita. Nesse caso, os familiares de primeiro grau têm prioridade, nesta ordem: primeiro, pai e mãe biológicos; depois, filhos biológicos e o outro genitor da pessoa desaparecida; por fim, irmãos biológicos (filhos do mesmo pai e da mesma mãe).
Para doar, o parente precisa ir até um posto com um documento de identificação e os dados do Boletim de Ocorrência do desaparecimento (número, estado de registro e delegacia). Levar uma cópia do boletim ajuda, mas não é obrigatório. Quem já doou em algum momento não precisa repetir o procedimento.
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Como é o procedimento?
O perito passa um cotonete na parte interna da bochecha para recolher a amostra. Não é preciso colher sangue. Assim, esse material permite comparar o DNA do familiar com o de pessoas encontradas, vivas ou mortas, ainda sem identificação. Em seguida, os peritos cruzam os perfis com os bancos de DNA estaduais e o nacional.
O familiar pode doar em qualquer ponto de coleta, não só onde ocorreu o desaparecimento. Nesse caso, basta avisar a equipe. Se a pessoa desapareceu em outro país, a perícia também consulta bancos de DNA internacionais. Quando o familiar não consegue ir até um posto, a orientação é procurar o mais próximo por telefone para que a equipe avalie como viabilizar a coleta.
Orientações
Não há prazo para doar. Por isso, os familiares podem levar a amostra a qualquer momento, não importa há quanto tempo o parente esteja desaparecido. O único requisito é ter o Boletim de Ocorrência registrado; quem ainda não tem pode registrá-lo na delegacia mais próxima. No dia, também vale levar objetos pessoais do desaparecido que possam conter DNA, como escova de dente, aparelho de barbear, dente de leite e cordão umbilical.
Por fim, quando a perícia identifica a pessoa, emite um laudo oficial e o envia à delegacia responsável pelo caso. A partir daí, a equipe policial fala diretamente com a família para informar e orientar sobre os próximos passos.

