H2FOZ
Início » Segurança Pública » Famílias de desaparecidos podem fazer DNA gratuito em Foz do Iguaçu

Segurança Pública

Polícia Científica

Famílias de desaparecidos podem fazer DNA gratuito em Foz do Iguaçu

Mobilização nacional vai até 28 de agosto e cruza perfis genéticos para ampliar as chances de identificar e localizar desaparecidos.

3 min de leitura
Famílias de desaparecidos podem fazer DNA gratuito em Foz do Iguaçu
O único requisito é ter o Boletim de Ocorrência registrado. Foto ilustrativa: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Começou, nesta segunda-feira (24), a Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas. A ação abre 342 postos do país até 28 de agosto e pode trazer respostas às famílias que procuram por um parente. Em Foz do Iguaçu, o posto fica na Polícia Científica do Paraná, localizado na Rua Rosa Cirilo de Castro, n.º 1050. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (45) 3522-7279.

A coleta é gratuita. Nesse caso, os familiares de primeiro grau têm prioridade, nesta ordem: primeiro, pai e mãe biológicos; depois, filhos biológicos e o outro genitor da pessoa desaparecida; por fim, irmãos biológicos (filhos do mesmo pai e da mesma mãe).

Publicidade

Para doar, o parente precisa ir até um posto com um documento de identificação e os dados do Boletim de Ocorrência do desaparecimento (número, estado de registro e delegacia). Levar uma cópia do boletim ajuda, mas não é obrigatório. Quem já doou em algum momento não precisa repetir o procedimento.

LEIA TAMBÉM: Remédios para emagrecer estavam ocultos em skates elétricos

Como é o procedimento?

O perito passa um cotonete na parte interna da bochecha para recolher a amostra. Não é preciso colher sangue. Assim, esse material permite comparar o DNA do familiar com o de pessoas encontradas, vivas ou mortas, ainda sem identificação. Em seguida, os peritos cruzam os perfis com os bancos de DNA estaduais e o nacional.

O familiar pode doar em qualquer ponto de coleta, não só onde ocorreu o desaparecimento. Nesse caso, basta avisar a equipe. Se a pessoa desapareceu em outro país, a perícia também consulta bancos de DNA internacionais. Quando o familiar não consegue ir até um posto, a orientação é procurar o mais próximo por telefone para que a equipe avalie como viabilizar a coleta.

Orientações

Não há prazo para doar. Por isso, os familiares podem levar a amostra a qualquer momento, não importa há quanto tempo o parente esteja desaparecido. O único requisito é ter o Boletim de Ocorrência registrado; quem ainda não tem pode registrá-lo na delegacia mais próxima. No dia, também vale levar objetos pessoais do desaparecido que possam conter DNA, como escova de dente, aparelho de barbear, dente de leite e cordão umbilical.

Por fim, quando a perícia identifica a pessoa, emite um laudo oficial e o envia à delegacia responsável pelo caso. A partir daí, a equipe policial fala diretamente com a família para informar e orientar sobre os próximos passos.

Publicidade

Newsletter

Cadastre-se na nossa newsletter e fique por dentro do que realmente importa.


    [cf7sr-recaptcha]

    Você lê o H2 diariamente?
    A partir de R$5,00 por mês. Cancele quando quiser.
    Vacy Álvaro

    Vacy Álvaro

    Vacy Alvaro é jornalista e coordenador do núcleo de Jornalismo de Dados/Infográficos do H2FOZ.

    Deixe um comentário