Foz do Iguaçu vai receber o Centro Comunitário pela Vida (Convive), equipamento público federal voltado à prevenção da violência e à inclusão social. Embora o município tenha sido selecionado ainda em julho de 2024, a obra foi oficialmente autorizada apenas em maio de 2026, com previsão de conclusão em maio de 2027.
O centro será construído no bairro Três Lagoas, ao lado do CMEI Viviane Jara Benitez, em uma das regiões com maior vulnerabilidade social da cidade. O investimento confirmado é de R$ 10.332.486,22, após processo licitatório com a execução a cargo da empresa Lowe Construção Civil Ltda.
O Convive integra o Novo PAC Seleções, iniciativa do governo federal que prevê a implantação de 30 unidades em todo o país. O foco, sobretudo, está em municípios prioritários do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci II). Foz do Iguaçu é a única cidade do Paraná contemplada.
Nesse sentido, a seleção dos municípios considerou critérios como altas taxas de homicídios, concentração de violência e localização em territórios vulneráveis, com base em dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp).
Estrutura e serviços
O projeto prevê a construção de um complexo com cerca de 5.500 metros quadrados, reunindo infraestrutura esportiva, educacional e de assistência social em um único espaço.
Entre os equipamentos previstos estão:
- piscina semiolímpica;
- quadra poliesportiva;
- campo de futebol society;
- playground;
- auditório;
- biblioteca;
- salas multiúso;
- espaços para atividades culturais e educativas.
O centro também vai concentrar serviços públicos essenciais, como atendimento à mulher, assistência social, mediação de conflitos e consultórios médico, odontológico e psicológico. Ademais, será um espaço dedicado a ações de capacitação profissional e inclusão digital.
Foco na prevenção e sustentabilidade
A proposta do Convive é atuar diretamente na prevenção da violência, apostando na inclusão social e no fortalecimento dos vínculos comunitários. O modelo segue a lógica da polícia comunitária e de experiências já aplicadas em outras regiões do país, integrando diferentes políticas públicas em um mesmo território.
Por fim, o projeto-padrão inclui soluções sustentáveis, como instalação de placas fotovoltaicas e sistema de reaproveitamento de água, com foco na redução de custos operacionais e eficiência energética.


