Rádio Clube
H2FOZ
Início » Segurança Pública » PMs são condenados por apropriação de mercadorias durante abordagens em rodovia

Segurança Pública

Crime na estrada

PMs são condenados por apropriação de mercadorias durante abordagens em rodovia

Policiais estavam lotados em Medianeira; eles abordavam compristas que não pagavam impostos de produtos trazidos do Paraguai

2 min de leitura
Notícias no seu WhatsApp
PMs são condenados por apropriação de mercadorias durante abordagens em rodovia
GAECO é vinculado ao Ministério Público — Foto: arquivo/MPPR
Google News iconSiga-nos no Google News

Um grupo de 16 policiais denunciados pelo Ministério Público do Paraná (MPPR) na Operação Desviados II foi condenado por associação criminosa, falsidade ideológica, peculato e prevaricação.

Os investigados estavam lotados na 2.ª Companhia de Polícia Militar de Medianeira. A denúncia do Ministério Público foi oferecida em agosto de 2021.

Publicidade

Abordagens em rodovias e áreas urbanas


Conforme as investigações, conduzidas pelo Núcleo de Foz do Iguaçu do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), os policiais se utilizavam do cargo para apropriar-se indevidamente de mercadorias transportadas por pessoas que eram abordadas pelos agentes públicos.

A sentença, expedida na última semana, dia 11 de setembro, pela Vara da Auditoria da Justiça Militar, fixou penas que variam de 16 anos e quatro meses de reclusão a um ano e nove meses de prisão.

Os policiais também foram afastados da função pública.

Foram apuradas situações em que os boletins de ocorrência eram registrados com informações falsas ou genéricas, na tentativa de conferir aparente legalidade às abordagens e facilitar o desvio de mercadorias

A primeira fase da Operação Desviados foi deflagrada em dezembro de 2019 pelo GAECO de Foz do Iguaçu. Na época, foram presos dez policiais militares lotados no Destacamento da Polícia Militar de Santa Terezinha de Itaipu e três policiais civis.

Os servidores foram afastados das funções públicas que exerciam na corporação e respondem ao processo em liberdade, com o cumprimento de diversas medidas cautelares. Da decisão de primeiro grau, cabe recurso.

(Com informações da assessoria de comunicação do MPPR)

Newsletter

Cadastre-se na nossa newsletter e fique por dentro do que realmente importa.


    Você lê o H2 diariamente?
    Assine no portal e ajude a fortalecer o jornalismo.

    Denise Paro

    Denise Paro é jornalista pela UEL e doutoranda em Integração Contemporânea na América Latina. Atua há mais de duas décadas nas Três Fronteiras e tem experiência em reportagens especias. E-mail: deniseparo@h2foz.com.br