Rádio Clube
H2FOZ
Início » Segurança Pública » Polícia Civil prende em Foz casal condenado por duplo homicídio em São Paulo

Segurança Pública

Investigação

Polícia Civil prende em Foz casal condenado por duplo homicídio em São Paulo

Herança milionária seria a causa do crime; casal foi preso após um trabalho integrado de inteligência entre as polícias do PR e SP

3 min de leitura
Notícias no seu WhatsApp
Polícia Civil prende em Foz casal condenado por duplo homicídio em São Paulo
A ação ocorreu por meio do Grupo de Diligências Especiais (GDE) da 6ª Subdivisão Policial de Foz do Iguaçu. Foto: PCPR
Google News iconSiga-nos no Google News

Um casal condenado por um duplo homicídio cometido em um condomínio de luxo em Santana da Paranaíba (SP), em outubro de 2020, foi preso na tarde desta segunda-feira, 26, em Foz do Iguaçu, pela Polícia Civil.

Leia também: Polícias e RF apreendem produtos eletrônicos em hotel situado na Vila Portes, em Foz – H2FOZ – Notícias de Foz do Iguaçu

Publicidade

A ação ocorreu por meio do Grupo de Diligências Especiais (GDE) da 6ª Subdivisão Policial de Foz do Iguaçu. Os presos são apontados como assassinos do casal Wilson Roberto Tafner e Tereza Maria do Carmo Nogueira Cobra.

Roberta Nogueira Tafner de Sousa, 42 anos, e seu marido, Willians de Sousa, 46 anos,  foram localizados e detidos na região de fronteira em cumprimento a mandados de prisão expedidos pela Justiça de São Paulo.

A ação foi resultado de um trabalho integrado de inteligência e troca de informações entre a 1ª Delegacia de Capturas (DOPE/SP) e a PCPR.

Wilson e Tereza, pais de Roberta, foram mortos brutalmente a facadas. As investigações apontaram que a motivação foi a disputa por uma herança avaliada em mais de R$ 60 milhões, com imóveis e seguros de vida.

Recentemente, o Tribunal do Júri de Barueri (SP) condenou o casal por duplo homicídio triplamente qualificado – motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa das vítimas).

Condenação e penas

Roberta recebeu uma pena de 44 anos de reclusão, enquanto Willians foi condenado a 38 anos. Embora a sentença permitisse inicialmente o recurso em liberdade, a alteração da situação jurídica levou à expedição dos mandados de prisão em novembro de 2025, tornando-os foragidos até a captura nesta tarde.

Segundo a Polícia Civil, o trabalho investigativo descartou a hipótese de latrocínio porque  nenhum valor ou objeto foi subtraído da residência. A perícia técnica foi determinante para o desfecho do caso.

Os peritos detectaram vestígios de sangue no imóvel de Roberta e Willians, que ficava a poucos metros da casa das vítimas. Também identificaram que a cena do crime havia sido limpa e forjada para despistar as autoridades.

Após a formalização da prisão e os procedimentos legais na delegacia, o casal foi encaminhado à Cadeia Pública Laudemir Neves, onde permanece à disposição da Justiça de São Paulo.

(Com informações da assessoria de comunicação da PCPR)

Newsletter

Cadastre-se na nossa newsletter e fique por dentro do que realmente importa.


    Você lê o H2 diariamente?
    Assine no portal e ajude a fortalecer o jornalismo.

    Denise Paro

    Denise Paro é jornalista pela UEL e doutoranda em Integração Contemporânea na América Latina. Atua há mais de duas décadas nas Três Fronteiras e tem experiência em reportagens especias. E-mail: deniseparo@h2foz.com.br

    Deixe um comentário