Um casal condenado por um duplo homicídio cometido em um condomínio de luxo em Santana da Paranaíba (SP), em outubro de 2020, foi preso na tarde desta segunda-feira, 26, em Foz do Iguaçu, pela Polícia Civil.
A ação ocorreu por meio do Grupo de Diligências Especiais (GDE) da 6ª Subdivisão Policial de Foz do Iguaçu. Os presos são apontados como assassinos do casal Wilson Roberto Tafner e Tereza Maria do Carmo Nogueira Cobra.
Roberta Nogueira Tafner de Sousa, 42 anos, e seu marido, Willians de Sousa, 46 anos, foram localizados e detidos na região de fronteira em cumprimento a mandados de prisão expedidos pela Justiça de São Paulo.
A ação foi resultado de um trabalho integrado de inteligência e troca de informações entre a 1ª Delegacia de Capturas (DOPE/SP) e a PCPR.
Wilson e Tereza, pais de Roberta, foram mortos brutalmente a facadas. As investigações apontaram que a motivação foi a disputa por uma herança avaliada em mais de R$ 60 milhões, com imóveis e seguros de vida.
Recentemente, o Tribunal do Júri de Barueri (SP) condenou o casal por duplo homicídio triplamente qualificado – motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa das vítimas).
Condenação e penas
Roberta recebeu uma pena de 44 anos de reclusão, enquanto Willians foi condenado a 38 anos. Embora a sentença permitisse inicialmente o recurso em liberdade, a alteração da situação jurídica levou à expedição dos mandados de prisão em novembro de 2025, tornando-os foragidos até a captura nesta tarde.
Segundo a Polícia Civil, o trabalho investigativo descartou a hipótese de latrocínio porque nenhum valor ou objeto foi subtraído da residência. A perícia técnica foi determinante para o desfecho do caso.
Os peritos detectaram vestígios de sangue no imóvel de Roberta e Willians, que ficava a poucos metros da casa das vítimas. Também identificaram que a cena do crime havia sido limpa e forjada para despistar as autoridades.
Após a formalização da prisão e os procedimentos legais na delegacia, o casal foi encaminhado à Cadeia Pública Laudemir Neves, onde permanece à disposição da Justiça de São Paulo.
(Com informações da assessoria de comunicação da PCPR)


