H2FOZ
Início » Segurança Pública » Polícia cumpre mandado em Foz do Iguaçu por desmatamento químico na Amazônia

Segurança Pública

Crime Ambiental

Polícia cumpre mandado em Foz do Iguaçu por desmatamento químico na Amazônia

Investigação aponta uso de herbicidas para destruir vegetação nativa e estima prejuízos ambientais de cerca de R$ 469 milhões.

2 min de leitura
Polícia cumpre mandado em Foz do Iguaçu por desmatamento químico na Amazônia
Conforme levantamento, os danos estimados chegam a cerca de R$ 469 milhões. Foto: FreePik

Com um mandado de busca cumprido em Foz do Iguaçu, a Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira, 4, uma operação para desarticular um grupo suspeito de promover um dos maiores episódios de degradação ambiental já investigados na região amazônica. Conforme levantamento, os danos estimados chegam a cerca de R$ 469 milhões.

Os agentes cumpriram 13 medidas de busca e apreensão e três medidas cautelares diversas da prisão nos estados do Pará, Paraná e Rio Grande do Sul.

Publicidade

De acordo com a PF, as investigações revelaram um esquema de destruição florestal baseado no uso de herbicidas lançados sobre a vegetação nativa, prática conhecida como desmatamento químico.

Segundo laudos periciais, aproximadamente 10.180 hectares de floresta foram atingidos pela pulverização dos produtos químicos, área equivalente a mais de 14 mil campos de futebol.

Leia também: Com mandado em Foz, operação mira contrabando de emagrecedores

A investigação também apontou que, após a degradação da cobertura vegetal, cerca de 5.794 hectares foram submetidos ao desmatamento a corte raso e convertidos em pastagens, indicando uma estratégia voltada à ocupação e exploração econômica das áreas devastadas.

Destruição coordenada

A PF informou que a ação ocorreu em uma região inserida em assentamentos federais no município de Uruará, no Pará. De acordo com a investigação, a destruição da floresta teria sido realizada de forma coordenada por um grupo de pessoas que atuava desde a aquisição dos insumos químicos até a ocultação de informações ambientais para dificultar a fiscalização dos órgãos públicos.

Além da coleta de provas, as medidas judiciais buscam interromper as atividades investigadas e assegurar a futura reparação dos danos ambientais de quase meio bilhão de reais.

Publicidade

Os investigados poderão responder, em tese, por crimes ambientais, utilização irregular de substâncias tóxicas, fraude em procedimentos ambientais e associação criminosa, sem prejuízo de outros delitos que venham a ser identificados ao longo das investigações.

(Com informações da assessoria de comunicação da PF)

Newsletter

Cadastre-se na nossa newsletter e fique por dentro do que realmente importa.


    [cf7sr-recaptcha]

    Você lê o H2 diariamente?
    A partir de R$5,00 por mês. Cancele quando quiser.
    Denise Paro

    Denise Paro

    Denise Paro é jornalista pela UEL e doutoranda em Ciências Políticas e Relações Internacionais. Atua há mais de duas décadas nas Três Fronteiras e tem experiência em reportagens especias. E-mail: deniseparo@h2foz.com.br

    Deixe um comentário