A maior apreensão de remédios para emagrecimento da história em rodovias federais foi registrada na região de fronteira, na BR-277. A contabilização é da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Manhã dessa quinta-feira, 14. As equipes da instituição abordaram uma van no município de Santa Tereza do Oeste (PR), que fica a pouco mais de uma hora de Foz do Iguaçu.
Na verificação, os policiais rodoviários encontraram 6.328 ampolas dos medicamentos ilegais transportadas embaixo dos bancos do veículo. A carga foi a maior já retirada de circulação em estradas da União.
“Uma pessoa foi detida e encaminhada junto com o material apreendido para a polícia judiciária”, reportou a PRF.a
Medicamento para emagrecer
Não foi só. Em menos de 24 horas, a PRF realizou as duas maiores apreensões de remédios para emagrecimento em rodovias federais. A ocorrência anterior à da fronteira se deu em São Paulo. Juntas, elas somam oito mil ampolas dos medicamentos, que têm a comercialização proibida no Brasil, informou a PRF.
Na quarta-feira, 13, a PRF havia informado o que era, até então, a maior apreensão de remédios para emagrecimento. Na BR-116, em Barra do Turvo (SP), foram apreendidas 2.200 ampolas do medicamento, em 550 caixas. Menos de 24 horas depois, a retenção no Oeste paranaense superou em três vezes essa carga.
A PRF contextualiza que o baixo custo dos medicamentos em países vizinhos e o alto valor das substâncias no Brasil atraem a atenção de pessoas que fazem a importação de forma irregular. O objetivo delas é o lucro no comércio clandestino, enfatiza.
A instituição federal reforça que o “transporte ilícito dos remédios para emagrecimento é considerado contrabando”.
Fronteira com o Paraguai
Balanço recente da Receita Federal do Brasil (RFB) em Foz do Iguaçu demonstrou que, em apenas três meses e meio deste ano, de janeiro a 17 de abril, a alfândega recolheu quase 50 mil unidades de medicamentos usados para emagrecimento. O número exato é de 47.075 itens.
“Canetinha” e a generalização de Mounjaro são alguns dos termos empregados pelas pessoas para referir-se ao medicamento obtido no Paraguai a preços mais baixos do que os praticados no Brasil. Com a suposta economia, vem o risco e as irregularidades.
“Além da entrada irregular, o transporte inadequado das ampolas reforça o risco à saúde pública representado por esse tipo de comércio ilícito”, frisou a Receita Federal na época.


