Voltam os golpes via WhatsApp: pedido de dinheiro com foto de parente

O número é desconhecido, mas a pessoa da foto, não. O que fazer? Esta mensagem e a foto são de um caso real.

Como os vigaristas conseguem a foto, não se sabe. Mas todo cuidado é pouco. Antes de atender o pedido, contate o “pedinte”.

O velho golpe da mensagem de WhatsApp com foto de uma pessoa querida, dizendo que está usando um novo número e pedindo dinheiro, volta a ser aplicado em Foz do Iguaçu.

Muita gente cai. Ao receber a mensagem, vê que a foto do remetente é de um filho, uma filha, uma pessoa da família. Às vezes, o pedido de dinheiro vem de imediato.

Desta última vez, no caso de hoje, o golpista não se deu bem. Logo depois de informar ao pai que tinha ocorrido um problema no celular e que estava usando outro número, levou um monte de desaforos.

Já era a segunda vez que havia uma tentativa de golpe semelhante. Na primeira, o criminoso se deu mal porque pra dar dinheiro o “pai” sempre pensa três vezes. Só depois de confirmar com a filha, se era ela mesma com novo número, é que ele iria fazer o empréstimo.

Mas muita gente cai, no Brasil inteiro, já que o WhatsApp é o aplicativo mais utilizado no País, por permitir ligações, enviar mensagens, vídeos, fotos, etc, etc.

Anote o número acima. É de um golpista.

SÃO DUAS VÍTIMAS (QUANDO DÁ CERTO)

Esse tipo de golpe, conforme matéria publicada no jornal Folha de Pernambuco (pra mostrar como é uma prática nacional), faz duas vítimas: quem tem o número clonado ou (nesse caso) a foto utilizada para pedir dinheiro; e quem acredita na mensagem recebida e acaba transferindo o valor.

“Com técnicas que burlam a segurança dos aplicativos ao mesmo tempo em que apelam para o lado afetivo, os golpistas estão apenas esperando o mínimo de desatenção para conseguir o que querem”, disse ao jornal o delegado Eronides Meneses, da Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos.

São vários tipos de golpes. Num deles, por exemplo, o vigarista (usando número novo, mas foto conhecida) diz queo aplicativo do banco está fora do ar e que precisa repassar dinheiro para alguma coisa importante; outro que o celular quebrou e está com novo número e pede para incluir o novo contato nos grupos. Imaginou ter um falso contato num grupo? Golpes se multiplicam.

O jornal cita o caso de uma mulher, cujo irmão estava viajando. Ela recebeu mensagem de um número com a foto dele pedindo dinheiro. “Não desconfiei, apenas fiz”, disse.

Quando você descobre que o contato é suspeito, deve denunciar no próprio WhatsApp e informar o maior número de pessoas conhecidas que puder, pra evitar que sejam vítimas.

COMO O CRIMINOSO FAZ?

Mas como o criminoso chega até seu contato? O delegado Eronides Meneses, da Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos de Pernambuco, comenta que existem diversas formas de se obter os contatos.

“Normalmente, quando uma pessoa tem um número clonado, os criminosos montam um banco de dados com toda a rede de contatos da vítima. Salvam a foto, o número e o nome. Dessa forma, fica mais fácil para eles tentarem enganar mais pessoas”, conta.

Ainda segundo o delegado, é bastante comum o vazamento de dados em sites de bancos, do instituições públicas, de servidores de e-mail, entre outras. “Existem sites que os criminosos assinam e têm acesso a uma lista vasta de dados, como nome, telefone, cpf, rede de contatos mais próximos e uma infinidade de informações”, diz.

“Esses criminosos compram e vendem essas listas na internet também”, complementa.

Fica a dica. Desconfie de qualquer um que pede dinheiro. De qualquer um que pede pra você adicionar um novo número aos seus contatos.

Desconfiar, nesse mundo cibernético cheio de criminosos, é a palavra de ordem.

Detalhe: a resposta dada ao vigarista que disse “qualquer coisa é só chamar aqui” não é publicada aqui porque fere os bons costumes, a moral e seria um atentado contra o bom gosto dos leitores.

É proibida a reprodução total ou parcial deste conteúdo sem prévia autorização do H2FOZ.

Claudio Dalla Benetta - H2FOZ

Cláudio Dalla Benetta é jornalista e repórter do H2FOZ. e-mail: [email protected] Veja mais mais conteúdo do autor.

-->