As cheias dos rios Paraná e Iguaçu trazem transtornos para a região das Três Fronteiras. O Rio Paraná está cerca de 18 metros acima do nível normal, e as águas inundam instalações de clubes situados no Porto Meira.
No Paraguai, mais de cem moradores tiveram de deixar as residências e estão alojados em um ginásio de Ciudad del Este. Em Foz do Iguaçu, segundo a Defesa Civil, há nove pessoas desabrigadas e 16 desalojadas. A comunidade mais atingida em Foz até o momento é do Bubas. No Cataratas Iate Clube a água chegou ao quiosques.
Há ruas alagadas em cinco áreas da cidade, incluindo Porto Meira, Jardim Bourbon e região da Felipe Wandscheer com Itaboraí.
De acordo com boletim hidrológico da Itaipu Binacional da tarde desta terça-feira, 13, a previsão é de que o rio chegasse a 120,06 metros acima do nível do mar na região da Ponte da Amizade, onde a cheia já é visível. Estima-se que essa marca possa atingir até 121 metros nos próximos dias, sendo que o nível normal é de 100 a 102 metros.
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Segundo técnicos da Itaipu Binacional, um dos fatores que influenciam a elevação do nível do Rio Paraná é o aumento expressivo da vazão do Rio Iguaçu, que deságua no Paranazão, a jusante da usina.
Quando o volume de água do Iguaçu aumenta, há uma redução na capacidade de escoamento do Paraná no trecho da confluência, o que contribui para elevar ainda mais o nível do rio. Esse fenômeno é conhecido como efeito de remanso.
Rio Iguaçu
Na manhã desta terça-feira, o Rio Iguaçu atingiu a marca de 5m60 na régua instalada na Ponte Machado da Costa, situada no município de União da Vitória. A vazão das Cataratas do Iguaçu estava em 12.900 metros cúbicos por segundo (m³/s), segundo a Copel, responsável pelo monitoramento, bem acima da média normal, que é de 1.500m³/s.
Ainda nesta terça, a Itaipu abriu a calha central do vertedouro. Atualmente, a usina opera com duas calhas liberadas.
De acordo com a Defesa Civil, choveu mais de 200 milímetros em Foz do Iguaçu desde sábado, 11, e houve registro de 13 quedas de árvores, uma delas de grande porte que estava na Avenida Juscelino Kubistchek, área central da cidade.
As pessoas desabrigadas e desalojadas foram acolhidas na Casa de Passagem, e outras foram para a residência de parentes.

