Autoridades da província fronteiriça de Misiones participaram, nesta semana, de uma reunião com representantes do governo federal da Argentina, em Buenos Aires.
Formaram a comitiva autoridades como o chefe de Gabinete do governo de Misiones, Carlos Sartori, e o ministro da Fazenda de Misiones, Adolfo Safrán.
Ademais, prefeitos de cidades fronteiriças, como San Antonio e Bernardo de Irigoyen, integraram a delegação. Simbolicamente, emissários de instituições brasileiras ligadas ao empresariado da região acompanharam a visita à capital argentina.
As propostas enviadas pelos representantes de Misiones a instituições como a Direção Nacional de Migrações têm como objetivo dinamizar o trânsito na fronteira.
Para a Ponte Tancredo Neves, por exemplo, a comitiva propõe a implantação de sistema de reconhecimento facial, para diminuir o tempo necessário para cada controle. Atualmente, a Argentina já utiliza equipamentos do tipo na fronteira com a Bolívia.
As propostas incluem a ampliação dos horários das balsas nas travessias entre Misiones e o Rio Grande do Sul, em localidades como Panambí e San Javier.
Além disso, nas fronteiras terrestres que não funcionam 24 horas, as autoridades locais argentinas reivindicam a extensão para o período noturno.
O posto de controle migratório entre San Antonio e Santo Antônio do Sudoeste (PR), atualmente, funciona apenas até as 19h. Os emissários da província de Misiones solicitaram a ampliação até as 22h ou a meia-noite.
Para o limite internacional entre a argentina Comandante Andresito e a brasileira Capanema, o pedido é similar, com atendimento ampliado no período noturno.
Já para o posto fronteiriço aberto 24 horas, entre Bernardo de Irigoyen e Dionísio Cerqueira (SC), a comitiva pediu o aumento do espaço físico e a disponibilização de mais equipes para agilizar a fiscalização no local.
Dependência de Buenos Aires
A aplicação de eventuais melhorias, contudo, depende da análise das instituições federais argentinas, como a Direção Nacional de Migrações, a Administração de Arrecadação e Controle Aduaneiro (ARCA) e a Gendarmería Nacional Argentina (GNA).

