Desde esta segunda-feira (3), a passarela argentina da Garganta do Diabo, salto mais volumoso das Cataratas do Iguaçu, está fechada para visitas.
De forma inédita, as autoridades argentinas decidiram pela desmontagem total da passarela, que tem mais de um quilômetro de extensão sobre o Rio Iguaçu. A ação visa a prevenir estragos das cheias previstas para setembro e outubro.
Conforme a concessionária Iguazú Argentina, haverá a retirada de todas as grades e estruturas metálicas, mantendo apenas os pilares de concreto nas Cataratas. Em outras ocasiões, ocorria somente o rebatimento das grades, amarradas com cabos de aço.

A intenção das autoridades argentinas é evitar que chuvas acima da média, potencializadas pelo fenômeno El Niño, provoquem situações como a de outubro de 2023.
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A enchente de três anos atrás danificou parte significativa da passarela argentina nas Cataratas, cuja reconstrução levou quase oito meses. A reabertura se deu em julho de 2024, após alto custo operacional e logístico.
Conforme o cronograma, a desmontagem levará todo o mês de agosto, para recolocação da estrutura em novembro. A reabertura está programada para dezembro, a tempo do período de alta temporada do turismo.
Até lá, os visitantes das Cataratas do Iguaçu na Argentina poderão continuar conhecendo o atrativo por outras duas trilhas panorâmicas (circuitos Superior e Inferior).
Já no lado brasileiro, mais protegido em relação às cheias, não há necessidade de desmontar estruturas. A visitação, mesmo em caso de cheias, seguirá normalmente, somente com eventual interdição de um dos trechos de passarela.
Passeio de barco nas Cataratas
A empresa Macuco Safari retomou, nesse fim de semana, os passeios de barco nas Cataratas do Iguaçu, que estavam suspensos desde a última terça-feira (28). Na ocasião, uma embarcação sofreu um acidente, e um turista holandês faleceu.
Para a retomada, foram revisadas todas as embarcações e repassados os protocolos de segurança. Em dois dias, de acordo com a empresa que opera o passeio, 1.067 pessoas utilizaram o serviço, cerca de um terço do volume habitual para sábados e domingos.
As investigações sobre as causas do acidente nas corredeiras logo abaixo das Cataratas continuam. Os trabalhos estão a cargo da Polícia Civil do Paraná, bem como da Capitania Fluvial do Rio Paraná (CFRP), da Marinha do Brasil.

