As longas esperas para a travessia da aduana argentina na Ponte Tancredo Neves, entre Foz do Iguaçu e Puerto Iguazú, estão matando a atividade econômica local.
Em entrevista à Radio Yguazú, o comerciante Mario D’Arpino, do Yerba Mate Club, considerou insustentável a reiterada falta de soluções.
De acordo com D’Arpino, há casos de turistas que reservam experiências e passeios em Puerto Iguazú, mas não conseguem entrar na Argentina.
“Sinto uma profunda frustração, pois todos, absolutamente todos os nossos convidados do Brasil, não puderam cruzar [a fronteira devido à fila]”, relatou. “A verdade é que isso não dá mais, há tempos que não dá mais.”
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Ao classificar o problema como “desastre” e “papelão”, D’Arpino disse crer que pouco importa a linha política do governo da Argentina, se de esquerda ou de direita.
“Vou apoiar todo aquele que trabalhe para terminar com este problema”, assegurou. “Temos um mercado enorme do outro lado da fronteira e estamos perdendo emprego e oportunidades comerciais.”
Nesse sentido, o empresário pregou a união entre os distintos setores da cidade argentina. “Nós precisamos nos unir, não importam as ideias políticas. Precisamos nos colocar claramente contra o que está acontecendo”, afirmou.
“Estou convencido de que se tivéssemos uma ponte com circulação mais fluida e controles lógicos, a situação comercial do centro de Iguazú estaria totalmente distinta”, avaliou D’Arpino. “Esta situação já não tem sentido e precisa de solução urgente.”
Para ler as declarações do empresário (em espanhol), na página da Radio Yguazú, clique aqui.


