Adotada no mês de agosto pela administração do Parque Nacional Iguazú, a decisão de desmontar preventivamente a passarela argentina da Garganta do Diabo, nas Cataratas do Iguaçu, foi considerada uma medida efetiva pelas autoridades do país.
De acordo com o portal La Voz de Cataratas, a decisão esteve em destaque durante reunião do Conselho Nacional da Agência Federal de Emergências (AFE).
Diante das previsões de cheias no Rio Iguaçu nos meses de setembro e outubro, a administração do lado argentino das Cataratas optou pela desmontagem da passarela.
Conforme o cronograma, uma vez passadas as cheias, a estrutura voltará ao seu lugar habitual. A remontagem está prevista para começar em novembro, com reabertura em dezembro, a tempo do período de alta temporada turística na Argentina.
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Na avaliação dos gestores, a medida está evitando um prejuízo maior para o turismo local. No maior episódio recente de cheia, em 2022, a correnteza levou embora parte da estrutura, que precisou de oito meses para voltar a receber visitantes.
No atual ciclo, o Rio Iguaçu já ultrapassou quatro vezes a cota de inundação no lado argentino das Cataratas. Embora nenhuma das cheias tenha chegado ao nível de 2022, pelo menos três delas apresentaram potencial para danos à passarela.
“O ocorrido demonstrou a efetividade da decisão preventiva e permitiu, além disso, manter a atividade turística do Parque Nacional Iguazú, enquanto os demais circuitos e atrativos continuam disponíveis”, descreve o portal.
A Argentina está discutindo, neste momento, a implementação do Plano de Coordenação Federal contra o El Niño 2026/2027. A coordenação está a cargo da AFE, que reúne diversas instituições do governo do país.

