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Proteção à criança

Audiência pública alerta para avanço da violência infantil dentro dos lares

Debate na Assembleia Legislativa do Paraná reuniu parlamentares e profissionais da área

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Audiência pública alerta para avanço da violência infantil dentro dos lares
O encontro reuniu especialistas da área para debater as formas mais eficientes de prevenir essa modalidade de violência. Foto: Antonio More/Alep

Parlamentares e especialistas debateram, nesta terça-feira, 19, na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), a violência contra crianças na audiência pública “Infâncias Protegidas: o Silêncio que Adoece e a Urgência de Agir”.

Propositor da audiência, o deputado Professor Lemos (PT) disse que a maioria dos casos de violência infantil ocorre dentro da própria casa das crianças. O lugar mais perigoso para elas tem sido o lar onde moram — e isso é muito grave, colocou.

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A deputada Luciana Rafagnin citou números apresentados pelo Hospital Pequeno Príncipe para falar sobre o assunto. Segundo ela, em 2025, foram atendidas 637 crianças com suspeitas de maus-tratos e de violência sexual. Pelo menos 64% desses casos envolvem indício de abuso sexual, e 72% ocorreram dentro de casa — onde as crianças deveriam estar seguras, num espaço de amor e acolhimento, lamentou a parlamentar.

Presidente do Instituto AMMA, que atua na prevenção do abuso sexual contra crianças e adolescentes por meio da educação, da conscientização e de projetos sociais, Fernanda Popoaski Szwaidak considera a informação a principal forma de evitar casos de violência. 

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“Acreditamos que precisamos chegar antes que o abuso aconteça, pois nossa compreensão é que as falhas e os gargalos existentes nessa rede de proteção ocorrem, infelizmente, por falta de conhecimento e prevenção”, mencionou.

Tema exige mobilização de toda sociedade

O procurador de Justiça Olympio de Sá Sotto Maior Neto, coordenador do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Proteção aos Direitos Humanos do Ministério Público do Paraná (MPPR), destacou a importância de toda a sociedade mobilizar-se para enfrentar esse grave problema.

“O principal é que a sociedade esteja de olhos abertos, enxergando situações em que crianças e adolescentes já se encontram na condição de vítimas de uma violência que, às vezes, é até intrafamiliar”, frisou. 

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De acordo com ele, a proposta do Estatuto da Criança e do Adolescente é justamente esse olhar atento dos professores e dos médicos, que têm a obrigação de comunicar à Justiça e ao Conselho Tutelar os casos de suspeita ou ocorrência de violência contra crianças e adolescentes.

O encontro reuniu especialistas da área para debater as formas mais eficientes de prevenir essa modalidade de violência, que deixa marcas profundas nas vítimas — muitas vezes por toda a vida.

(Com informações da assessoria de comunicação da Alep)

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    Denise Paro

    Denise Paro é jornalista pela UEL e doutoranda em Ciências Políticas e Relações Internacionais. Atua há mais de duas décadas nas Três Fronteiras e tem experiência em reportagens especias. E-mail: deniseparo@h2foz.com.br

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