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Movimento Negro Unificado do Paraná celebra 30 anos em audiência na Alep

Encontro relembrou origem do MNU após crime racial em Curitiba; evento reuniu lideranças e representantes da sociedade civil

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Movimento Negro Unificado do Paraná celebra 30 anos em audiência na Alep
Iniciativa do deputado Renato Freitas (PT), em parceria com o MNU, o evento é o direito à memória, à verdade, à justiça e à reparação. Foto: Antônio More/Alep

Uma audiência pública realizada na quarta-feira, 13, na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), comemorou os 30 anos do Movimento Negro Unificado do Paraná (MNU/Paraná). O evento reuniu instituições e representantes de diversos segmentos da sociedade civil para celebrar e ampliar o debate sobre racismo estrutural e igualdade racial.

Iniciativa do deputado Renato Freitas (PT), em parceria com o MNU, o evento é o direito à memória, à verdade, à justiça e à reparação, afirmou Freitas, que preside a Comissão de Igualdade Racial da Assembleia.

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Durante o encontro, Freitas relatou como surgiu o movimento no estado. “Há 30 anos, aqui na cidade de Curitiba, no Largo da Ordem, um homem negro, Carlos Adilson Siqueira, foi assassinado por um grupo de skinheads por motivação única e exclusivamente racial. Dessa luta pela vida nasceu o Movimento Negro Unificado aqui em Curitiba. O MNU muito nos honra, e hoje estamos aqui para homenageá-lo”, realçou.

O evento também marcou o 13 de maio — Dia Nacional de Denúncia Contra o Racismo. A data coincide com o dia da assinatura da Lei Áurea, que aboliu oficialmente a escravidão no Brasil em 1888.

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A deputada federal Carol Dartora (PT) disse que o MNU é um dos movimentos mais ativos e, há muito tempo, uma iniciativa histórica na luta contra o racismo no Brasil.

Desigualdade racial

Durante o evento, a parlamentar lembrou que 13 de maio, que marca também o dia da abolição, é crucial para demonstrar como a desigualdade racial é uma questão a ser combatida. “Especialmente porque a abolição que a gente teve foi uma abolição que não garantiu efetivamente inclusão da população negra na sociedade”, frisou.

Representando o Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Consepir), Wilzort Cenatus, falou sobre a participação do imigrante negro na construção do país. “Observamos o crescente número de imigrantes chegando ao Brasil, o que contribui para o aumento da população negra no país.”

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O MNU foi fundado em 7 de julho de 1978, em plena ditadura militar, nas escadarias do Teatro Municipal de São Paulo. É considerado uma das mais longevas e importantes organizações antirracistas do Brasil. Surgiu para denunciar o racismo estrutural, a violência policial e o mito da democracia racial.

A criação do movimento foi impulsionada pela morte de Robson Silveira da Luz e por um episódio de racismo sofrido por quatro jovens no Clube de Regatas Tietê em 1978.

(Com informações da assessoria de comunicação da Alep)

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    Denise Paro

    Denise Paro é jornalista pela UEL e doutoranda em Ciências Políticas e Relações Internacionais. Atua há mais de duas décadas nas Três Fronteiras e tem experiência em reportagens especias. E-mail: deniseparo@h2foz.com.br

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