H2FOZ
Início » ALEP » Audiência pública discute dignidade e atendimento à população LGBTQIA+

ALEP

Saúde

Audiência pública discute dignidade e atendimento à população LGBTQIA+

Evento online debateu garantia de direitos e ampliação do acesso aos serviços públicos de saúde.

3 min de leitura
Audiência pública discute dignidade e atendimento à população LGBTQIA+
Audiência oportunizou participações à distância. Foto: Antônio More/Alep

Uma audiência pública online intitulada “Saúde Integral LGBTQIA+: Direitos, Acesso e Dignidade no Paraná” foi realizada, nesta quarta-feira, 27, na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep).

A iniciativa, da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Casa, presidida pelo deputado estadual Professor Lemos (PT), reuniu representantes do poder público, movimentos sociais e entidades da sociedade civil para discutir o acesso da população LGBTQIA+ aos serviços de saúde, o combate à discriminação institucional e o fortalecimento de políticas públicas voltadas à garantia de direitos.

O evento foi promovido em parceria com o Grupo Dignidade e a Aliança Nacional LGBTQIA+.

Durante a abertura, o deputado Professor Lemos destacou a importância do debate para a construção de uma sociedade mais inclusiva e para o aprimoramento das políticas públicas destinadas à população LGBTQIA+.

Leia também: Projeto amplia incentivos fiscais para empresas de tecnologia no Paraná – H2FOZ – Notícias de Foz do Iguaçu

Coordenador-adjunto de Advocacy da Aliança Nacional LGBTQIA+ e coordenador do Comitê LGBTQIA+ do Paraná, Mateus Cesar Costa agradeceu o apoio da comissão e relembrou que não é a primeira vez que o evento é promovido em alusão ao Dia Internacional de Combate à LGBTIfobia, celebrado em 17 de maio. A data remete à retirada da homossexualidade da Classificação Internacional de Doenças, da Organização Mundial da Saúde (OMS), em 1990.

Procedimentos de harmonização

Para o defensor público Daniel Alves, da Defensoria Pública do Paraná, a principal demanda atual na área da saúde diz respeito ao acesso a procedimentos de harmonização e tratamentos cirúrgicos pela população trans.

Alves disse que em relação ao processo transexualizador cirúrgico, desde 2017, após anos de tratativas e superação de obstáculos como a falta de anestesistas e o represamento de filas pós-pandemia, o Hospital de Clínicas da UFPR realizou a primeira cirurgia pelo SUS em dezembro de 2024.

Publicidade

Agora, informou, o HC está habilitado a realizar os procedimentos, “e estamos trabalhando para ampliar os atendimentos e o acompanhamento das filas”.

Para a superintendente do Ministério da Saúde no Paraná, Elizabete Vieira Matheus da Silva, o grande desafio é como expandir esse acesso — habilitar outros hospitais no Paraná para atender a população também no interior.

Segundo ela, não dá para concentrar os serviços somente em Curitiba, porque a própria portaria estabelece que quem deseja submeter-se à cirurgia transexualizadora precisa de acompanhamento clínico e psicológico por uma equipe multidisciplinar.

(Com informações da assessoria de comunicação da Alep)

Newsletter

Cadastre-se na nossa newsletter e fique por dentro do que realmente importa.


    Você lê o H2 diariamente?
    Assine no portal e ajude a fortalecer o jornalismo.
    Denise Paro

    Denise Paro

    Denise Paro é jornalista pela UEL e doutoranda em Ciências Políticas e Relações Internacionais. Atua há mais de duas décadas nas Três Fronteiras e tem experiência em reportagens especias. E-mail: deniseparo@h2foz.com.br

    Deixe um comentário