Assuntos ligados à segurança jurídica das comunidades terapêuticas, o fortalecimento institucional do setor e a integração entre poder público e sociedade civil foram debatidos no II Fórum Estadual Permanente de Comunidades Terapêuticas no Paraná (II Fopect), realizado na sexta-feira, 12, na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep).
O evento reuniu representantes do poder público, lideranças do setor e especialistas para debater o fortalecimento das comunidades terapêuticas, a prevenção ao uso de drogas e as políticas públicas voltadas ao acolhimento e à recuperação de pessoas em situação de dependência química.
Proposto pelo deputado estadual Gilson de Souza (PL), coordenador da Frente Parlamentar em Apoio às Comunidades Terapêuticas, Cuidados e Prevenção às Drogas, o fórum também promoveu debate sobre a valorização das entidades que atuam na recuperação e reinserção social de pessoas afetadas pela dependência química e abordou estratégias para ampliar as políticas públicas de prevenção e enfrentamento às drogas no Paraná.
Segundo o deputado, muitas comunidades atuam de forma precária e é preciso avançar nessa pauta.
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Fortalecimento das políticas públicas
Presidente da Comunidades Terapêuticas Associadas do Brasil (Compacta) e diretor-executivo da Casa de Recuperação Nova Vida (Crenvi), Thiago Massolin destacou que o evento integrou uma mobilização nacional voltada ao fortalecimento das políticas públicas sobre drogas.
Segundo ele, o trabalho das comunidades terapêuticas tem impacto direto na vida dos acolhidos, de seus familiares e de toda a sociedade. “Hoje, no Paraná, contamos com o apoio do poder público para a contratação de vagas nessas instituições, que são ofertadas gratuitamente à população.”
Por isso, completou, é importante que as pessoas busquem informações sobre onde estão localizadas essas comunidades, para terem acesso a um acolhimento humanizado e gratuito.
Egon Schluter, assessor especial da Confederação Nacional de Comunidades Terapêuticas (Confenact), apresentou dados levantados pela entidade em parceria com a Universidade Federal Fluminense. Conforme a estatística, 61% da população com problemas de dependência buscou tratamento em comunidades terapêuticas, no entanto ainda é necessário ampliar a oferta de vagas públicas, uma vez que a União contrata apenas 16.207.
(Com informações da assessoria de comunicação da Alep)


