Prevista para domingo (10), a peregrinação náutica no Rio Iguaçu, em alusão aos 400 anos de fundação da missão jesuítica de Santa María del Iguazú, foi adiada pelos organizadores.
De acordo com os responsáveis, o adiamento tem como base a estiagem no Rio Iguaçu, que deixa pedras expostas e traz riscos adicionais à navegação.
Conforme o monitoramento, o rio está seis metros abaixo de seu nível habitual na região do porto fluvial de Puerto Iguazú. Já a vazão está cerca de 60% abaixo do valor de referência para a região das Cataratas do Iguaçu, de 1.500 metros cúbicos por segundo.
A peregrinação no Rio Iguaçu terá nova data, no dia 14 de junho, com saída e chegada aos mesmos locais previstos. O trajeto começará em Puerto Macuco, no interior do Parque Nacional Iguazú, e seguirá até o porto fluvial da cidade argentina.
Os organizadores pretendem navegar pelas águas do rio fronteiriço levando uma imagem de Nossa Senhora. Logo ao término do ato, haverá missa com a participação de autoridades religiosas da Argentina, do Brasil e do Paraguai.
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Missão jesuítica no Rio Iguaçu
Registros históricos apontam que, em 10 de maio de 1626, sacerdotes jesuítas fundaram um povoado às margens do Rio Iguaçu, na área próxima às Cataratas.
Santa María del Iguazú teve vida curta e não deixou vestígios arquitetônicos como missões mais ao sul, no Paraguai, na Argentina e no Rio Grande do Sul.
Para saber mais sobre a história da tentativa de ocupação da área, em artigo publicado pelo historiador Pedro Louvain no H2FOZ, clique aqui.

