O Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec) divulgou, na última quinta-feira (14), os números oficiais da inflação na Argentina em abril de 2026.
De acordo com o Indec, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) fechou o quarto mês do ano em 2,6%, tendo como base os preços do mês anterior.
Tal cifra representa diminuição no ritmo da escalada de preços, a primeira em dez meses. A título de comparação, em março de 2026, a Argentina registrou 3,4% de inflação, 0,8 ponto percentual a mais.
No acumulado de 2026, o IPC está em 12,3%, superando os 10,1% estimados pelo governo argentino para todo o ano de 2026. Já no índice interanual, que leva em conta os últimos 12 meses, a inflação está em 32,4% no país.
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Em abril, dois segmentos puxaram os preços: transportes (4,4%) e educação (4,2%). Por outro lado, recreação e cultura (1%) e alimentos e bebidas não alcoólicas (1,5%) ajudaram a moderar o ritmo da alta.
Na divisão por regiões da Argentina, o Nordeste, onde fica a província fronteiriça de Misiones, ficou novamente acima da média, com 2,7%. No interanual, o Nordeste acumula 33,5% de alta, quase um ponto a mais que a média do país.
Nas redes sociais, Javier Milei, presidente argentino, celebrou o resultado de abril, influenciado por contextos externos como a guerra no Oriente Médio, bem como por fatores internos.
“Apesar das tentativas golpistas da política e do choque externo, a inflação retomou a tendência de queda”, afirmou o presidente. “Estamos retornando à normalidade.”

