O Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec) da Argentina divulgou, nessa terça-feira (14), os números oficiais da inflação no país em março de 2026.
De acordo com o registro, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) teve alta de 3,4% no terceiro mês do ano. Fatores externos, como a disparada na cotação internacional do petróleo, influenciaram o resultado.
Os 3,4% de março significam a pior marca dos últimos 12 meses na Argentina, ademais de um acréscimo de 0,5 ponto percentual em relação aos 2,9% de fevereiro.
Assim, o primeiro trimestre fechou com inflação acumulada de 9,4%, enquanto o índice interanual, que leva em conta os últimos 12 meses, ficou em 32,6%.
Na divisão por regiões do país, o Nordeste da Argentina (NEA), onde está a cidade fronteiriça de Puerto Iguazú, registrou o pior resultado.
Nas províncias do NEA, o IPC subiu 4,1%, superando áreas como o Noroeste Argentino (4%), Grande Buenos Aires (3,4%), Pampas (3,3%), Cuyo (3,2%) e Patagônia (2,5%).
O Nordeste da Argentina engloba as províncias de Misiones, Corrientes, Chaco e Formosa, todas na fronteira com Brasil e/ou Paraguai.
O segmento que mais pressionou a inflação nas províncias fronteiriças em março foi a educação, com aumento de 22,7% em itens como mensalidades e materiais escolares. Já os combustíveis subiram, em média, 14,1%.
Puerto Iguazú, vale lembrar, tem o combustível mais caro da Argentina, devido a questões como o custo de frete. Para saber como estão os preços da gasolina e do diesel na fronteira em abril de 2026, clique aqui.

