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Crise no campo

Sindicato alerta para êxodo de trabalhadores da Argentina para o Brasil

Entidade que representa os trabalhadores rurais da província argentina de Misiones indica risco grave de falta de mão de obra no campo.

2 min de leitura
Sindicato alerta para êxodo de trabalhadores da Argentina para o Brasil
Rodoviária da cidade argentina de San Javier, na fronteira com Porto Xavier (RS). Imagem: Google Street View

A emigração permanente ou temporária de trabalhadores rurais da Argentina, em direção aos estados do Sul do Brasil, está gerando preocupação na província de Misiones.

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Nessa terça-feira (10), os veículos de comunicação da província reproduziram declarações da secretária-geral do Sindicato Único dos Trabalhadores Rurais (SUOR, na sigla em espanhol), Ana Cubilla.

De acordo com Cubilla, pequenas cidades da Argentina, nas proximidades da fronteira com o Brasil, estão ficando sem trabalhadores no campo. Tal situação afeta a colheita de cultivos importantes para a economia local, como a erva-mate.

“Precisamos internacionalizar o assunto, porque aqui ninguém nos dá bola. Este governo nacional, com os ajustes, não se importa com o cultivo da erva-mate, com o trabalhador rural ou com o produtor”, afirmou Cubilla.

Conforme a dirigente, a crise no campo em Misiones e outras partes da Argentina ganhou novas proporções após a posse de Javier Milei, em dezembro de 2023.

Logo em seus primeiros meses de governo, Milei desregulamentou o funcionamento de órgãos como o Instituto Nacional da Erva-Mate (INYM) e eliminou incentivos aos produtores.

As ações tiveram como impacto o aumento de custos para a produção. Paralelamente, o fim da política de preço mínimo na Argentina fez com que, para pequenos e médios agricultores, a atividade ficasse inviável.

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Da Argentina para o Brasil

Ana Cubilla citou dados publicados, no fim de semana, pelo jornal brasileiro Folha de São Paulo. De acordo com a Folha, o número de novos trabalhadores argentinos registrados no Brasil saltou de uma média de oito mil por ano para 40 mil em 2025.

Segundo Cubilla, a remuneração paga no campo no Sul do Brasil supera amplamente os valores pagos na Argentina. “Vai custar recuperar essa mão de obra, porque não convém a ninguém trabalhar aqui na colheita da erva”, indicou.

Para ler a matéria do portal Misiones Online (em espanhol), com as declarações da dirigente, clique aqui.

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    Guilherme Wojciechowski

    Guilherme Wojciechowski é colaborador do H2FOZ desde 2021. Acompanha o noticiário da fronteira há duas décadas e cobre editorias como Paraguai, Argentina, Turismo, Esporte, Cultura e Segurança Pública.