Servidores de vários órgãos públicos da Argentina estão de braços cruzados, nesta terça-feira (21), em Puerto Iguazú e outras cidades do país.
De acordo com o portal La Voz de Cataratas, a coordenação nacional do movimento está a cargo da Associação dos Trabalhadores do Estado (ATE).
A Jornada Nacional de Luta tem programação composta por paralisações, protestos e assembleias, em diferentes esferas. Em Puerto Iguazú, especificamente, trabalhadores da prefeitura e de parte da área da saúde aderiram à manifestação.
Em pauta, bandeiras relacionadas ao fortalecimento do funcionalismo público, recomposição salarial e ampliação dos quadros de funcionários.
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Os servidores questionam, ademais, as políticas de ajuste fiscal promovidas pelo governo de Javier Milei, com impacto direto em todo o país. Em Puerto Iguazú, por exemplo, várias obras iniciadas ou anunciadas pelo governo anterior voltaram à estaca zero.
No âmbito municipal, Orlando Alfonso, secretário da ATE em Puerto Iguazú, indicou que um dos principais problemas diz respeito à recomposição salarial. “Não temos nenhuma resposta do prefeito ou de alguém do Executivo, por isso vamos nos manifestar”, apontou.
“Vamos ter uma redução nas atividades, mas muitos companheiros continuam trabalhando por medo. Há pressões e apertos por parte de alguns diretores e do prefeito”, denunciou Alfonso.
Pela manhã, servidores participaram de uma reunião na Escola n.º 615, seguida de passeata até a sede do Iguazú Ente de Turismo (Iturem). Para os próximos dias, outras medidas não estão descartadas.

