Ela é pequenina, tem cerca de 80 mil moradores, mas se revela bastante atraente aos milhares de visitantes que recebe todos os anos. Vizinha a Foz, Puerto Iguazú tem seus encantos que chamam a atenção dos habitantes da Terra das Cataratas e dos turistas, os quais cruzam a Ponte Tancredo Neves todos os dias rumo ao município argentino.
Considerado um dos principais defensores da construção da Ponte Tancredo Neves, o empresário iguaçuense Sérgio Lobato Machado faz uma leitura de episódios que marcaram o antes e o depois do empreendimento. Ele resgata a comissão mista, o medo dos argentinos com a bomba atômica Itaipu Binacional, a polêmica para a escolha do lugar, o afastamento das aduanas e o desenvolvimento da região.
Pela Ponte Tancredo Neves, no caminho entre Puerto Iguazú e Foz do Iguaçu, ou vice-versa, passam muito mais que mercadorias e automóveis. Sonhos, desejos e busca pela descoberta do que existe do lado de cá e de lá também transitam por ali.
A obra substituiu a antiga travessia por embarcações, entre os portos Meira e Mendes, no Brasil e na Argentina, localizados a 1,5 mil metros do local onde a Ponte Tancredo Neves foi edificada. À época, nas barrancas do Iguaçu, vigorava um centro turístico internacional, um vaivém humano sobre o rio que irrigava a economia da região e garantia a sobrevivência financeira de centenas de famílias da vila que hoje forma o Grande Porto Meira.
Diferentes, pero no mucho. Eternos rivais no esporte e potências regionais com interesses conflitantes durante grande parte da segunda metade do século 20, Brasil e Argentina eram mais parecidos, em 13 de janeiro de 1983, do que muitos imaginam. Leia análise de Guilherme Wojciechowski.
O construtor Antonio Blange, de 73 anos, após trabalhar em cinco barragens, dispôs de sua experiência à obragem da ponte, logo depois da instalação dos pilares submersos na margem brasileira, feita por mergulhadores e técnicos que vieram do Rio de Janeiro, contou ele. Armador contratado pela Sobrenco, o operário atuou na ancoragem dos cabos protendidos, aço de alta resistência, vital para a sustentação do lance de concreto sobre o rio.
No próximo domingo, a Ponte Tancredo Neves completará 30 anos unindo Brasil e Argentina. Sua inauguração, em 29 de novembro de 1985, escreveu um novo capítulo na história dos dois países. Durante os próximos quatro dias, o portal levará até você uma parte dessa história, em especial sob o olhar social, econômico e cultural. A série vai unir lembranças da época da balsa, causos de operários, defensores do sonho de integração, análise de especialistas e desafios. Tudo sempre acompanhado de fotos históricas, documentos raros e curiosidades.
O depoimento de Franz Kohlenberger exibido em vídeo no lançamento de O Homem das Cataratas foi bastante aplaudido pelo público presente no Centro de Visitantes do Parque Nacional. O livro apresenta a trajetória do austríaco que se tornou um dos nomes mais emblemáticos do Hotel das Cataratas e da história recente do Parque Nacional do Iguaçu.
Quem vê a centenária Foz do Iguaçu, especialmente os turistas, nem imagina como foram difíceis os dias das pessoas que desbravaram a cidade. Nem mesmo grande parte dos atuais moradores sabe como foi o início da colonização da Terra das Cataratas. Se hoje o município é um dos principais destinos do mundo, com ampla infraestrutura turística, comercial e urbana, ontem era tudo muito diferente.
História valoriza os fatos marcantes e as memórias de Foz do Iguaçu por meio de entrevistas, documentos, vídeos, trabalhos acadêmicos e jornais antigos.
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