Empresários investem R$ 2,5 milhões e abrem condomínio em um dos melhores lugares para morar em Foz

São 20 lotes de 485 metros quadrados cada um, prontos para construção - Imagem ilustrativa: Reprodução

Empreendedores precisaram buscar solução urbana para a região do Jardim Central a fim de conter enxurrada da água de chuvas e liberar o imóvel.

O sonho de um grupo de empresários em Foz do Iguaçu, semeado há uma década, tornou-se realidade neste ano de 2021. Entre amigos, eles compraram uma área no Parque Monjolo, na região do Jardim Central, para edificar um condomínio residencial fechado. Foi quando se depararam com uma dificuldade que parecia instransponível, o que os levou a pensar em uma solução urbana que favoreceu toda a região.

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Por falta de infraestrutura, o terreno recebia o volume de água das chuvas que escorria pelas vias desde a Avenida Paraná e suas adjacências, o que fez com que a área técnica da prefeitura negasse a autorização para o investimento. Foi quando começaram a estudar alternativas e buscar parcerias para transformar o obstáculo em uma melhoria para a coletividade.

Rest House fica no Parque Monjolo, na região do Jardim Central, em uma das áreas para morar mais valorizadas em Foz do Iguaçu.

“A ideia de construir o condomínio surgiu há dez anos, mas quem nos vendeu agiu de má-fé, já que não havia saída para a chuva”, lembra o empresário e universitário Ali Hassan Mouslmani, um dos proprietários do residencial. “Quebramos a cabeça, mas o resultado foi melhor do que o esperado, porque melhorou todo o bairro, para todas as pessoas”, frisa.

Com 15 mil metros quadrados, incluídas ruas, calçadas e área técnica, e investimento total de R$ 2,5 milhões, o Rest House fica em uma das regiões para morar mais valorizadas em Foz do Iguaçu, na Rua Vinícius de Moraes. São 20 lotes de 485 metros quadrados cada um, prontos para construção, em que a maioria dos donos é de empresários em Ciudad del Este, no Paraguai. Apenas nove imóveis estão à venda.

Ali Hassan Mouslmani: “Quando temos um objetivo, nada é impossível” – Foto: Divulgação

Para superar o problema inicial de escoamento da chuva e obter a autorização do município, foi contratado um estudo ao custo de R$ 15 mil, pago pelos empresários. Depois, o trabalho foi convencer o poder público a fazer as melhorias, já que o objetivo era beneficiar grande parte dos moradores do Parque Monjolo, Jardim Central e dos bairros próximos.

“Foi feita a rede coletora de águas pluviais desde a Avenida Paraná, conectando diversas ruas e passando por boa parte do bairro”, explica Ali. Essa intervenção, reforça, ainda favoreceu as empresas da área comercial na Avenida José Maria de Brito, que sofriam com as muitas e frequentes enxurradas.

“Além disso, foi realizada a transposição para o outro lado da Avenida José Maria de Brito para canalizar a chuva e tratá-la no Parque Remador, já perto da Avenida JK”, detalha o empresário. “Então, chegou a esperada autorização da prefeitura para a construção do condomínio. E a comunidade do bairro também aprovou porque as obras eliminaram as enxurradas”, expõe Ali.

Soma de esforços

Para atingir os objetivos, Ali Hassan Mouslmani lembra que foi fundamental o apoio do deputado estadual Hussein Bakri. “E contamos com o auxílio do então diretor de Desenvolvimento Econômico da prefeitura, Adnan El Sayed – que hoje é vereador –, o qual nos ajudou na intermediação com o prefeito Chico Brasileiro, que também encampou o projeto”, relata.

Conforme o empresário, o deputado Hussein Bakri defendeu a proposta junto ao poder público e trabalhou para obter os recursos para as obras no bairro. “Na sequência, o deputado Bakri ajudou a trazer recursos para asfaltar todo o bairro Jardim Central, repaginando o espaço urbano e melhorando a qualidade de vida dos moradores”, completa.

No próprio quintal

Vencido o esforço por intervenções urbanas para a coletividade, era a hora de fazer os ajustes necessários no “quintal de casa”. A grande área do residencial permanecia recebendo chuva, sem ter para onde canalizá-la devido ao loteamento ser rodeado de moradias – inclusive de outros condomínios horizontais.

Empresários investiram na conexão da rede pluvial com a via pública – Foto: Divulgação

“Decidimos fazer a conexão de galerias do condomínio até a Avenida Carlos Gomes, que passa próximo, com investimentos próprios”, informa o empresário. Os demais investimentos envolvem infraestrutura interna, com pavimentação asfáltica, muros, calçadas e a construção de um portão e guarita de acesso, para dar toda a segurança aos moradores.

Infraestrutura chegou à Avenida Carlos Gomes – Foto: Divulgação

“A mensagem que queremos passar é que, quando temos um objetivo, pensamos no conjunto das pessoas e no desenvolvimento da cidade, nada é impossível”, sublinha o empreendedor, orgulhoso do projeto final. “Temos aqui um dos melhores lugares para morar em Foz do Iguaçu, perto de tudo, e com uma solução de infraestrutura essencial para a comunidade”, pontua Ali Hassan Mouslmani.

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