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Grandes obras: comunidade leva à Câmara demandas por mobilidade e acesso a bairros

O Coletivo Ambiental e o Grupo de Pesquisa Tippa enfatizam o impacto da Perimetral Leste, BR-277, Rodovia das Cataratas e futuro viaduto do CTG Charrua no dia a dia da população.

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Grandes obras: comunidade leva à Câmara demandas por mobilidade e acesso a bairros
Foto: Roberto Dziura Jr/AEN

O impacto das grandes obras em Foz do Iguaçu na mobilidade urbana e no acesso da população aos bairros da cidade foi a preocupação levada pela comunidade à Câmara de Vereadores. A reunião com o Legislativo foi realizada na sexta-feira, 19.

O tema foi abordado por representantes do Coletivo Ambiental de Foz do Iguaçu (CAFI) e do Grupo de Pesquisa Territórios Interioranos, Paisagens e Povos na América Latina (Tippa), da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila).

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As preocupações estão ligadas aos impactos das grandes obras viárias executadas ou projetadas para Foz do Iguaçu, incluindo a BR-277, a Perimetral Leste, a BR-469 (Rodovia das Cataratas) e o futuro viaduto do CTG Charrua. O principal enfoque são os efeitos das intervenções sobre a circulação de moradores entre bairros e o acesso a serviços públicos.

Mudanças viárias e o fechamento de acessos têm alterado a rotina de comunidades localizadas próximas aos principais corredores rodoviários, apontam ambientalistas e pesquisadores. Por isso, defendem a necessidade de adequar os grandes projetos de infraestrutura à realidade urbana da cidade.

“Estamos falando da Avenida das Cataratas, da BR-469, da Perimetral e, agora, do projeto apresentado nesta última semana para o trevo do viaduto do Charrua”, explicou o representante do Coletivo Ambiental, Giovanni Dameto.

Ambientalistas e pesquisadores apresentaram as demanda no Legislativo – foto: Christian Rizzi/CMFI divulgação

Mobilidade urbana

A vereadora Yasmin Hachem (PT) manifestou apoio às reivindicações apresentadas. Ela afirmou que, desde o início do ano, seu mandato acompanha a situação de comunidades que vêm sofrendo com as intervenções urbanas, como Jardim Madalena, Atlantis e Três Lagoas.

A parlamentar citou dificuldades enfrentadas por moradores. “Com o fechamento de acessos na BR-277, moradores de bairros localizados abaixo da rodovia perderam a ligação terrestre com a região de Três Lagoas, onde estão concentrados serviços essenciais, como posto de saúde e escola. Na prática, a própria população foi impedida de acessar esses equipamentos públicos”, declarou.

10 perguntas ao poder público

Recentemente, o Coletivo Ambiental e o Tippa divulgaram uma análise dos impactos das grandes obras sobre a cidade, elencando dez perguntas aos órgãos dos governos estadual e federal (leia aqui). O documento questiona quem será responsabilizado por eventuais falhas de planejamento e pede esclarecimentos sobre mobilidade urbana, acessibilidade, transporte coletivo, travessias seguras para pedestres e animais, além da integração das novas vias ao tecido urbano.

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Os coletivos também levantam dúvidas sobre as medidas de compensação ambiental decorrentes do desmatamento provocado pelas obras, incluindo áreas de reflorestamento, responsabilidades de cada órgão e fontes de financiamento. Os signatários defendem a elaboração de um projeto de readequação das vias, com foco em segurança, acessibilidade e recomposição ambiental, e questionam quem ficará responsável pela gestão e execução dessas intervenções.

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    Paulo Bogler

    Paulo Bogler

    Paulo Bogler é repórter do H2FOZ. Com enfoque em pautas comunitárias, atua na cobertura de temas relacionados à cidade, política, cidadania, desenvolvimento e cultura local. Tem interesse em promover histórias, vozes e o cotidiano da população. E-mail: bogler@h2foz.com.br.

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