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Sem atrair novos passageiros, prefeitura banca 57% do custo do transporte coletivo

Estudo do Observatório Social aponta alta de 16,3% nas despesas do sistema e aumento de 37,7% no aporte municipal, enquanto o número de passageiros cresceu apenas 2,9%.

3 min de leitura
Sem atrair novos passageiros, prefeitura banca 57% do custo do transporte coletivo
Município repassa subsídios mensais para manter o serviço - foto: Marcos Labanca/H2FOZ arquivo

O custo do transporte coletivo de Foz do Iguaçu cresce em ritmo superior ao número de passageiros e amplia a pressão sobre os cofres públicos. Levantamento do Observatório Social do Brasil — Foz do Iguaçu (OSB-FI), com base em dados oficiais do município, aponta que, entre março e agosto de 2026, o custo total da operação aumentou 16,3% em relação ao mesmo período de 2025, enquanto a quantidade de passageiros avançou apenas 2,9%.

No mesmo comparativo, a arrecadação própria do sistema recuou 2,4%, e o aporte financeiro da prefeitura aumentou 37,7%. Em relação ao mesmo intervalo de 2023, o repasse municipal cresceu 97,9%, segundo o estudo.

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Em agosto de 2026, o custo total do transporte coletivo chegou a R$ 6,72 milhões. A receita proveniente de tarifas, Estarfi (estacionamento regulamentado) e repasse estadual somou R$ 2,85 milhões. Para cobrir a diferença e manter a operação, o município aportou R$ 3,87 milhões, equivalentes a 57,6% do custo total.

O serviço percorreu 618 mil quilômetros no mês e transportou 1,17 milhão de passageiros.

“Desde o debate sobre a caducidade, estamos alertando sobre a necessidade de a cidade debater com profundidade o seu modelo de transporte coletivo, o que inclui a modelagem, o custo e a qualidade do serviço ofertado à nossa população”, afirma o presidente do Observatório Social em Foz do Iguaçu, Haralan Mucelini.

“Essa advertência, inclusive, está sendo feita enquanto o município prepara a nova concorrência, que deverá instituir um contrato mais prolongado”, acrescenta.

Menos passageiros pagantes

A proporção de passageiros que pagam pela tarifa também pressiona o financiamento do sistema. Em agosto de 2026, os usuários pagantes representaram 42,7% dos embarques, com 500.218 registros. Outros 672.224 embarques, equivalentes a 57,3% do total, corresponderam a gratuidades e outros efeitos tarifários.

No acumulado de março a agosto, a participação dos passageiros pagantes caiu de 59,6%, em 2023, para 43,7%, em 2026, conforme os dados analisados pelo Observatório Social.

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Para Haralan Mucelini, que coordenou o levantamento, a redução da proporção de usuários pagantes representa um desafio adicional para a sustentabilidade financeira do modelo de transporte coletivo.

Controle social

O estudo integra a ampliação da comunicação do Observatório Social em Foz do Iguaçu, com a proposta de fortalecer o diálogo com diferentes públicos. A entidade pretende divulgar relatórios periódicos com os principais indicadores e políticas públicas municipais.

(Com informações da assessoria)

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    Paulo Bogler

    Paulo Bogler

    Paulo Bogler é repórter do H2FOZ. Com enfoque em pautas comunitárias, atua na cobertura de temas relacionados à cidade, política, cidadania, desenvolvimento e cultura local. Tem interesse em promover histórias, vozes e o cotidiano da população. E-mail: bogler@h2foz.com.br.

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